USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, com 3 anos e 6 meses de idade, é trazido ao pronto-socorro devido a crises convulsivas tônicas recorrentes que persistem há 20 minutos. Foi transportado pelo SAMU, acompanhado pela mãe. Durante o transporte, foram iniciadas a monitorização dos sinais vitais, a administração de oxigênio por máscara e a verificação da glicemia capilar, que resultou em 80 mg/dL. Nenhuma medicação foi administrada. Na admissão, o paciente apresentava-se em regular estado geral, com os seguintes sinais vitais: FC de 140 bpm, FR de 28 ipm, saturação de oxigênio de 100%, e temperatura de 38,3ºC. O paciente estava pálido, com olhar fixo, sialorreico e com postura de hipertonia generalizada. A mãe relata que ele já teve crises febris curtas desde os 12 meses de idade. Qual a conduta farmacológica imediata mais adequada?
Estado de mal epiléptico pediátrico → benzodiazepínico (Midazolam IV/IM/IN ou Diazepam IV/retal) como primeira linha.
Em um estado de mal epiléptico em crianças, a primeira linha de tratamento farmacológico são os benzodiazepínicos, como o Midazolam (preferencialmente IV, mas também IM ou intranasal) ou Diazepam (IV ou retal), devido à sua rápida ação anticonvulsivante.
O estado de mal epiléptico (EME) em pediatria é uma emergência neurológica grave, definida como uma crise convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência. É uma condição que exige intervenção imediata para prevenir danos cerebrais e reduzir a morbimortalidade, sendo um tema crítico para a prática em pronto-socorro pediátrico e fundamental para a formação de residentes. A conduta farmacológica imediata no EME pediátrico é a administração de um benzodiazepínico. O Midazolam é uma excelente opção, podendo ser administrado por via intravenosa (IV), intramuscular (IM) ou intranasal, o que facilita o acesso rápido em situações de emergência, especialmente quando o acesso venoso é difícil. Outras opções incluem Diazepam (IV ou retal) e Lorazepam (IV). O objetivo é interromper a atividade convulsiva o mais rápido possível para minimizar o risco de lesão cerebral. Após a administração do benzodiazepínico e controle inicial da crise, é fundamental estabilizar o paciente (vias aéreas, respiração, circulação), monitorar sinais vitais e glicemia, e investigar a etiologia da crise (infecção, distúrbios metabólicos, trauma, etc.). Se a crise persistir, deve-se escalar para anticonvulsivantes de segunda linha, como Fenitoína, Fosfenitoína ou Fenobarbital, e considerar a internação em UTI para manejo avançado e investigação etiológica completa.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas, exigindo intervenção médica imediata.
O Midazolam é um benzodiazepínico de ação rápida, que pode ser administrado por diversas vias (IV, IM, intranasal, bucal), tornando-o versátil e eficaz para interrupção rápida das crises convulsivas em ambiente de emergência, especialmente em crianças.
Se o benzodiazepínico não for eficaz, deve-se progredir para anticonvulsivantes de segunda linha, como Fenitoína, Fosfenitoína ou Fenobarbital, enquanto se investiga a causa subjacente da crise e se mantém o suporte vital.
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