AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O estado de mal epiléptico (EME) é a emergência neurológica mais frequente em crianças e o tempo está relacionado com alta mortalidade e morbidade. Sobre esta situação assinale a alternativa correta.
EME pediátrico: Benzodiazepínicos são 1ª linha; Fenobarbital é 2ª linha devido a efeitos colaterais e início de ação.
No estado de mal epiléptico em crianças, a prioridade é a interrupção rápida da crise para evitar danos neurológicos. Benzodiazepínicos são a primeira escolha pela rapidez de ação e eficácia. O fenobarbital, embora eficaz, é geralmente reservado para a segunda linha devido ao risco de depressão respiratória e sedação, especialmente em combinação com benzodiazepínicos.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica grave, definida por uma crise epiléptica contínua ou crises recorrentes sem recuperação da consciência por um período de tempo (geralmente >5 minutos para crises convulsivas). Em crianças, é a emergência neurológica mais comum e está associado a alta morbidade e mortalidade se não tratado prontamente. A etiologia é variada, incluindo febre, infecções do SNC, distúrbios metabólicos e síndromes epilépticas pré-existentes. O diagnóstico é clínico, e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para prevenir danos cerebrais a longo prazo. A abordagem inicial envolve a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), seguida pela administração de anticonvulsivantes. Benzodiazepínicos são a primeira linha de escolha devido ao seu rápido início de ação. Fármacos como fenobarbital, fosfenitoína ou levetiracetam são utilizados como segunda linha se a crise não ceder. A monitorização contínua e a busca pela etiologia são cruciais para o manejo adequado e prognóstico do paciente.
A primeira linha de tratamento para o estado de mal epiléptico em crianças são os benzodiazepínicos, como o midazolam (intranasal, bucal ou intramuscular) ou o lorazepam (intravenoso), devido ao seu rápido início de ação.
O fenobarbital não é a primeira escolha devido ao seu início de ação mais lento e ao risco de efeitos colaterais significativos, como depressão respiratória e sedação profunda, especialmente quando administrado após benzodiazepínicos.
Uma crise epiléptica é considerada estado de mal epiléptico quando dura mais de 5 minutos ou quando ocorrem crises repetidas sem recuperação completa da consciência entre elas, exigindo intervenção médica imediata.
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