HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Criança de 3 anos, com história ou crises convulsivas, em uso regular de fenobarbital, dá entrada no pronto-socorro com convulsão tônico clônico generalizada de duração maior do que 15 minutos, segundo relato dos pais. Mãe refere que a criança não recebeu as últimas 2 doses da medicação. Qual é a sequência ADEQUADA de condutas para esse caso?
Crise convulsiva > 5 min → Permeabilizar VA, O2, Midazolam EV.
Em um estado de mal epiléptico, a prioridade é a estabilização das vias aéreas e oxigenação, seguida pela administração rápida de um benzodiazepínico para interromper a crise. A reposição de fenobarbital não é a conduta inicial para uma crise ativa e prolongada.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica comum em pediatria, com incidência de 18 a 23 casos por 100.000 crianças por ano. É caracterizado por uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos ou por crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para minimizar o risco de lesão cerebral e mortalidade. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre mecanismos excitatórios e inibitórios no cérebro, com falha dos mecanismos naturais de interrupção da crise. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da duração da crise. É fundamental suspeitar de estado de mal epiléptico em qualquer criança com convulsão prolongada, especialmente aquelas com histórico prévio de epilepsia ou febre. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente e interrupção da crise. Isso inclui permeabilização das vias aéreas, oferta de oxigênio, monitorização e acesso venoso. A primeira linha farmacológica são os benzodiazepínicos (midazolam, lorazepam, diazepam) administrados rapidamente. Se a crise persistir, anticonvulsivantes de segunda linha (fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam, valproato) devem ser considerados, e o paciente pode necessitar de intubação e sedação em UTI.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas.
A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos, como midazolam (intranasal, intramuscular ou endovenoso), lorazepam (endovenoso) ou diazepam (endovenoso ou retal), administrados o mais rápido possível.
A permeabilização das vias aéreas e a oferta de oxigênio são fundamentais para prevenir hipóxia e hipercapnia, que podem agravar a lesão cerebral e prolongar a crise convulsiva.
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