IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Menino, de 2 anos de idade, é levado para a sala de emergência do pronto-socorro, acompanhado dos pais. Os pais relatam que na última hora o paciente apresentou três crises convulsivas tônico-clônico generalizadas, sem recuperação da consciência entre os eventos. Nesse momento, a criança inicia nova crise convulsiva. Após a obtenção de um acesso venoso periférico, qual é a droga de primeira linha que deve ser administrada para resolução da condição clínica do paciente?
Estado de mal epiléptico pediátrico → Diazepam EV (0,2-0,3mg/kg) como primeira linha.
O estado de mal epiléptico em crianças é uma emergência médica que exige intervenção imediata. Após garantir a via aérea e o acesso venoso, os benzodiazepínicos, como o diazepam endovenoso, são a droga de primeira linha devido à sua rápida ação anticonvulsivante, interrompendo a crise e prevenindo danos neurológicos.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica pediátrica grave, definida por uma crise convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou por múltiplas crises sem recuperação da consciência entre elas. A incidência é maior em crianças pequenas, e o atraso no tratamento pode resultar em morbidade e mortalidade significativas, incluindo danos cerebrais permanentes. A etiologia é variada, abrangendo desde febre (convulsão febril prolongada) até infecções do SNC, distúrbios metabólicos, traumas e epilepsia pré-existente. O manejo inicial do EME em crianças segue um protocolo padronizado que prioriza a estabilização do paciente. Isso inclui garantir a segurança, manter a via aérea pérvia, administrar oxigênio, monitorar sinais vitais e obter acesso venoso para a administração de medicamentos e coleta de exames. A interrupção da crise é a principal meta terapêutica para prevenir lesões cerebrais. A escolha da medicação deve ser rápida e eficaz. Os benzodiazepínicos são a primeira linha de tratamento para o EME devido à sua rápida ação anticonvulsivante. O Diazepam endovenoso (0,2 a 0,3 mg/kg) é amplamente utilizado e eficaz. Outras opções incluem Lorazepam (0,1 mg/kg EV) ou Midazolam (0,15-0,2 mg/kg EV ou 0,2-0,3 mg/kg IM/intranasal). Se a crise persistir após a dose inicial de benzodiazepínico, uma segunda dose pode ser administrada. Caso o EME persista, medicamentos de segunda linha, como fenitoína, fosfenitoína ou fenobarbital, devem ser considerados, e o paciente deve ser encaminhado para uma unidade de terapia intensiva.
O estado de mal epiléptico é definido por uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos, ou por crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. É uma emergência médica que requer tratamento imediato para evitar lesão cerebral.
Após a obtenção de um acesso venoso periférico, a droga de primeira linha é o Diazepam, na dose de 0,2 a 0,3 mg/kg, administrado por via endovenosa. Outros benzodiazepínicos como Lorazepam também são opções eficazes.
Os passos iniciais incluem garantir a segurança da criança, posicioná-la em decúbito lateral, avaliar e manter a via aérea pérvia, administrar oxigênio, monitorar sinais vitais, obter acesso venoso e coletar amostras para exames. Em seguida, administra-se a medicação anticonvulsivante de primeira linha.
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