Status Epilepticus Pediátrico: Conduta Imediata e Tratamento

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

Criança de 3 anos, com história ou crises convulsivas, em uso regular de fenobarbital dá entrada no Pronto-socorro com convulsão tônico clônico generalizada de duração maior do que15 minutos, segundo relato dos pais. Mãe refere que a criança não recebeu as últimas 2 doses da medicação. Qual é a sequência adequada de condutas para esse caso?

Alternativas

  1. A) Encaminhar o paciente imediatamente para a UTI.
  2. B) Permeabilizar vias aéreas, oferecer O2 e administrar as 2 doses de fenobarbital que a criança não recebeu.
  3. C) Aguardar 30 minutos de crise convulsiva, pois como a criança já é convulsiva a conduta inicial é expectante.
  4. D) Permeabilizar vias aéreas, oferecer oxigênio, administrar midazolan endovenoso. 

Pérola Clínica

Crise convulsiva >5 min (status epilepticus) → ABCs + Benzodiazepínico IV (Midazolam).

Resumo-Chave

Em caso de status epilepticus pediátrico, a prioridade é a estabilização das vias aéreas e oxigenação, seguida pela administração rápida de um benzodiazepínico intravenoso, como o Midazolam, para interromper a crise. A reposição da medicação de manutenção não é a conduta inicial para uma crise ativa.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico pediátrico é uma emergência neurológica comum, definida como uma crise convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência. Sua rápida identificação e tratamento são cruciais para prevenir danos cerebrais permanentes e reduzir a morbimortalidade. A epidemiologia mostra que é mais comum em crianças pequenas, muitas vezes associado a febre, infecções do SNC ou interrupção de medicação anticonvulsivante. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a excitação e inibição neuronal, resultando em atividade elétrica cerebral descontrolada. O diagnóstico é clínico, observando a duração e o tipo da crise. É fundamental diferenciar de eventos não epilépticos. A suspeita deve ser alta em crianças com história de epilepsia que perdem doses de medicação ou em qualquer criança com uma crise prolongada. O tratamento segue uma abordagem escalonada, começando com a estabilização das vias aéreas (ABCs), oxigenação e acesso venoso. A primeira linha de tratamento farmacológico são os benzodiazepínicos (Midazolam IV/IM/IN, Lorazepam IV ou Diazepam IV/retal), administrados o mais rápido possível. Se a crise persistir, são utilizados anticonvulsivantes de segunda linha, como Fenitoína, Fosfenitoína ou Levetiracetam. A monitorização contínua e o manejo das complicações são essenciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos no manejo de uma criança em status epilepticus?

Os primeiros passos são garantir a permeabilidade das vias aéreas, oferecer oxigênio suplementar e monitorar os sinais vitais. Após a estabilização inicial, deve-se administrar rapidamente um benzodiazepínico.

Por que o Midazolam é uma medicação de escolha para o tratamento inicial do status epilepticus?

O Midazolam é um benzodiazepínico de ação rápida que pode ser administrado por via intravenosa, intramuscular ou intranasal, sendo eficaz para interromper crises convulsivas agudas e status epilepticus, com um bom perfil de segurança.

Qual a definição de status epilepticus e por que é uma emergência médica?

Status epilepticus é definido como uma crise convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. É uma emergência médica devido ao risco de lesão cerebral permanente e outras complicações sistêmicas se não for prontamente interrompido.

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