Estado de Mal Epiléptico Febril: Manejo Imediato em Pediatria

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 2 anos de vida, é levada ao pronto-socorro devido a crises convulsivas tônicas recorrentes que persistem há 20 minutos. Na admissão, a paciente apresentava-se em regular estado geral, com os seguintes sinais vitais: FC de 130 bpm, FR de 28 ipm, saturação de oxigênio de 96 %, e temperatura de 38,3°C. O paciente estava pálido, com olhar fixo, sialorreico e com postura de hipertonia generalizada. A mãe relata que ele já teve crises febris curtas desde os 12 meses de idade. Qual a conduta farmacológica imediata mais adequada?

Alternativas

  1. A) Ácido valproico.
  2. B) Fenobarbital.
  3. C) Fenitoína.
  4. D) Midazolam.
  5. E) Sulfato de Magnésio

Pérola Clínica

Estado de mal epiléptico febril em criança → Midazolam IV/IM/Bucal é a primeira linha para interrupção rápida da crise.

Resumo-Chave

Em crises convulsivas prolongadas (>5 minutos) ou estado de mal epiléptico, a prioridade é interromper a crise rapidamente para evitar lesão cerebral. Benzodiazepínicos, como o Midazolam, são a primeira escolha devido ao rápido início de ação e diversas vias de administração, sendo cruciais no manejo de emergência pediátrica.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico febril é uma emergência pediátrica comum e potencialmente grave, definida como uma crise convulsiva associada à febre que persiste por mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência. As convulsões febris são as crises mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. O reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais para prevenir complicações neurológicas a longo prazo e garantir a segurança do paciente. A fisiopatologia das convulsões febris está ligada à imaturidade do sistema nervoso central da criança e à resposta inflamatória à febre, que pode diminuir o limiar convulsivo. Em casos de crises prolongadas, a atividade elétrica contínua pode levar a danos neuronais. Portanto, a intervenção imediata é fundamental. Os sinais de alerta incluem a duração da crise, a presença de cianose, dificuldade respiratória ou alteração do nível de consciência após a crise. O tratamento farmacológico de primeira linha para o estado de mal epiléptico febril são os benzodiazepínicos, com o Midazolam sendo a droga de escolha devido à sua eficácia, rápido início de ação e versatilidade de vias de administração (intravenosa, intramuscular, intranasal ou bucal). A dose recomendada de Midazolam intravenoso é de 0,1-0,2 mg/kg. Se a crise não ceder após a primeira dose, uma segunda dose pode ser administrada. Caso a crise persista, outras opções como Fenitoína ou Fenobarbital devem ser consideradas, e a criança deve ser avaliada para causas subjacentes mais graves.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de estado de mal epiléptico febril em crianças?

O estado de mal epiléptico febril é definido como uma crise convulsiva associada à febre que dura mais de 5 minutos, ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas, por um período superior a 30 minutos. É uma emergência médica que requer intervenção imediata.

Por que o Midazolam é a primeira escolha para crises convulsivas prolongadas em crianças?

O Midazolam é um benzodiazepínico com rápido início de ação e alta eficácia na interrupção de crises convulsivas. Pode ser administrado por diversas vias (intravenosa, intramuscular, intranasal ou bucal), o que o torna versátil e ideal para situações de emergência onde o acesso venoso pode ser difícil em crianças.

Quais são os passos iniciais no atendimento de uma criança com convulsão febril prolongada no pronto-socorro?

Os passos iniciais incluem garantir a segurança da via aérea (posição lateral de segurança), ofertar oxigênio, monitorar sinais vitais (FC, FR, SatO2, PA, Tax), e obter acesso venoso. Simultaneamente, deve-se administrar um benzodiazepínico como o Midazolam para interromper a crise e iniciar a investigação da causa da febre e da convulsão.

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