Estado de Mal Epiléptico: Manejo com Fenitoína IV

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente portador de epilepsia é admitido no pronto atendimento com crise convulsiva tonico-clonica. Após descartar hipoglicemia e aplicar doses altas de benzodiazepínicos por via intravenosa o paciente segue apresentando crises reentrantes. Qual das opções abaixo seria mais adequada para esse caso?

Alternativas

  1. A) Fenobarbital 50mg/kg aplicado por via intravenosa, em bolus
  2. B) Fenitoina 20mg/kg com uma infusão de 50mg/minuto
  3. C) Fenitoína 20mg/kg por via intravenosa, com infusão acelerada, diluída em soro fisiológico, em 10 minutos
  4. D) Ácido Valpróico, 50mg/kg por via intravenosa em bolus
  5. E) Fenobarbital 50mg/kg por via intravenosa com infusão acelerada, diluída em soro fisiológico, em 10 minutos

Pérola Clínica

Estado de mal epiléptico refratário a BZD → Fenitoína 20mg/kg IV, infusão máx 50mg/min para evitar toxicidade cardíaca.

Resumo-Chave

Após falha dos benzodiazepínicos no estado de mal epiléptico, a Fenitoína é uma medicação de segunda linha crucial. É fundamental administrar a dose de ataque de 15-20 mg/kg lentamente, com taxa máxima de infusão de 50 mg/minuto, para prevenir efeitos adversos cardiovasculares graves como hipotensão e arritmias.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica caracterizada por crises epilépticas contínuas ou crises recorrentes sem recuperação completa da consciência entre elas, com duração superior a 5 minutos. A identificação e o tratamento rápidos são cruciais para prevenir danos cerebrais permanentes e reduzir a mortalidade. O manejo inicial envolve a estabilização do paciente (ABC), correção de hipoglicemia e administração de benzodiazepínicos intravenosos como primeira linha. Se as crises persistirem após doses adequadas de benzodiazepínicos, o paciente entra em estado de mal epiléptico refratário à primeira linha. Nesse cenário, a segunda linha de tratamento é iniciada com anticonvulsivantes de carga, como Fenitoína, Fosfenitoína, Ácido Valproico ou Levetiracetam. A Fenitoína é frequentemente utilizada, com uma dose de ataque de 15-20 mg/kg, infundida lentamente a uma taxa máxima de 50 mg/minuto para evitar complicações cardiovasculares. A falha da segunda linha leva ao estado de mal epiléptico super-refratário, que exige intubação e indução de coma com anestésicos.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência de tratamento para o estado de mal epiléptico?

A sequência inicial envolve benzodiazepínicos (Lorazepam, Diazepam, Midazolam) como primeira linha. Se falha, a segunda linha inclui anticonvulsivantes de carga como Fenitoína, Fosfenitoína, Ácido Valproico ou Levetiracetam.

Qual a dose e velocidade de infusão recomendada para Fenitoína no estado de mal epiléptico?

A dose de ataque da Fenitoína é de 15-20 mg/kg, administrada por via intravenosa. A velocidade de infusão não deve exceder 50 mg/minuto para adultos, a fim de minimizar riscos de toxicidade cardiovascular.

Quais são os principais efeitos adversos da Fenitoína administrada rapidamente por via intravenosa?

A infusão rápida de Fenitoína pode causar hipotensão arterial, bradicardia, arritmias cardíacas e depressão miocárdica. Por isso, a monitorização cardíaca é essencial durante a administração.

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