INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma adolescente com 11 anos de idade, com diagnóstico de epilepsia, chega ao pronto-socorro (PS) inconsciente, com movimentos tônico clônicos generalizados, cianótica, com desvio do olhar e sialorreia. A mãe informa que a adolescente iniciou a crise há 20 minutos, sem recuperar a consciência ao longo do trajeto para o PS. Na sala de emergência, devido à persistência do quadro, é administrado diazepam endovenoso por 3 vezes, com intervalo de 5 minutos entre as doses. Apesar da intervenção terapêutica, a paciente mantém o quadro convulsivo. Nesse caso, a próxima conduta médica deve ser administrar
Estado de Mal Epiléptico refratário a benzodiazepínicos → Fenitoína ou Fosfenitoína EV.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica. Após falha de duas ou três doses de benzodiazepínicos (primeira linha), a próxima etapa é a administração de um anticonvulsivante de segunda linha, como fenitoína (ou fosfenitoína), levetiracetam ou ácido valproico, em dose de ataque endovenosa.
O estado de mal epiléptico (EME) é definido como uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. É uma emergência neurológica que requer intervenção imediata para prevenir danos cerebrais permanentes e reduzir a mortalidade. A incidência é maior em crianças e idosos, e a etiologia pode variar de suspensão abrupta de anticonvulsivantes a lesões cerebrais agudas. O manejo do EME segue um protocolo escalonado. A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam ou midazolam), que agem potencializando a ação do GABA. Se duas ou três doses de benzodiazepínicos falharem em controlar a crise, o EME é considerado refratário aos benzodiazepínicos. Nesse ponto, é crucial progredir para a segunda linha de tratamento. A segunda linha de tratamento inclui anticonvulsivantes de ação prolongada, como fenitoína (ou sua pró-droga, fosfenitoína), levetiracetam ou ácido valproico, administrados em dose de ataque endovenosa. A fenitoína atua bloqueando canais de sódio voltagem-dependentes, estabilizando a membrana neuronal. Se a crise persistir após a segunda linha, o EME é considerado refratário e exige a indução de coma farmacológico com infusão contínua de drogas como midazolam, propofol ou tiopental, geralmente em ambiente de UTI.
As etapas iniciais incluem garantir a via aérea, ventilação e circulação (ABC), acesso venoso, coleta de exames e administração de benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam ou midazolam) como primeira linha de tratamento.
A fenitoína (ou fosfenitoína) é um anticonvulsivante de segunda linha eficaz para o estado de mal epiléptico, agindo ao estabilizar as membranas neuronais e reduzir a excitabilidade. É administrada em dose de ataque endovenosa para atingir rapidamente níveis terapêuticos.
O estado de mal epiléptico é considerado refratário quando persiste após a administração de um benzodiazepínico e um anticonvulsivante de segunda linha. Nesses casos, a conduta envolve a indução de coma farmacológico com drogas como midazolam, propofol ou tiopental em infusão contínua.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo