AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Lactente de 13 meses iniciou com crises epilépticas tônico-clônicas generalizadas, foi atendido na emergência onde foi medicado com benzodiazepínicos e em seguida com fenitoína, sem resolução do episódio após 20 minutos. Em relação ao caso, analise as assertivas abaixo. I - Podemos considerar que o paciente apresenta um estado de mal epiléptico refratário. PORQUE; II - Não houve resposta ao tratamento com a utilização de duas classes de medicamentos.
Estado de mal epiléptico refratário = Falha de 2ª linha (ex: fenitoína) após benzodiazepínico.
O estado de mal epiléptico é considerado refratário quando não responde ao tratamento inicial com benzodiazepínicos e a um segundo anticonvulsivante de primeira linha, como a fenitoína, em doses adequadas.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica grave, definida como uma crise epiléptica contínua por mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência. Em crianças, a etiologia é variada, incluindo infecções, distúrbios metabólicos, trauma e epilepsia pré-existente. O reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais para minimizar o risco de lesão cerebral e mortalidade. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre excitação e inibição neuronal, com falha dos mecanismos de terminação da crise. O manejo inicial inclui estabilização ABC, administração de benzodiazepínicos (primeira linha). Se a crise persistir, um segundo anticonvulsivante (fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam, valproato) é indicado. O estado de mal epiléptico é considerado refratário quando não responde a um benzodiazepínico e a um segundo fármaco antiepiléptico em doses adequadas. Neste ponto, a terapia deve ser escalonada para agentes de terceira linha, como anestésicos (midazolam, propofol ou tiopental) em infusão contínua, muitas vezes exigindo intubação e ventilação mecânica. O residente deve dominar essa sequência terapêutica para garantir o melhor prognóstico.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise epiléptica contínua com duração superior a 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas.
As etapas iniciais incluem estabilização das vias aéreas e circulação, acesso venoso, e administração de benzodiazepínicos (midazolam, lorazepam ou diazepam) como primeira linha. Se não houver resposta, um segundo anticonvulsivante (fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou valproato) é administrado.
O estado de mal epiléptico é considerado super-refratário quando persiste por 24 horas ou mais após o início da terapia anestésica, ou quando recorre após a retirada gradual da anestesia.
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