Estado de Mal Epiléptico: Fisiopatologia e Definições

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022

Enunciado

Em relação ao ESTADO DE MAL EPILÉPTICO podemos afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) É considerada a principal emergência neurológica na infância. Tem mortalidade em torno de 3% e risco frequentes de déficit cognitivos ou neurológicos nos sobreviventes.
  2. B) A definição comum do estado convulsivo epiléptico é de 30 minutos de convulsões contínuas ou duas ou mais convulsões sequenciais sem a total recuperação da consciência entre as convulsões.
  3. C) A definição proposta pela Neurocritical Care Society é de 5 ou mais minutos de atividade contínua clínica e/ou eletroencefalográfica ou recorrente atividade convulsiva sem recuperação entre as crises.
  4. D) As alterações fisiológicas decorrentes da atividade convulsiva incluem hipercalcemia, hipocalemia e alcalose metabólica.
  5. E) A definição de estado de mal epiléptico refratário é aquele que se mantem por um período maior ou igual a 60 minuto.

Pérola Clínica

Estado de Mal Epiléptico → Causa acidose metabólica (lática), hiperglicemia, hipertermia, não hipercalcemia/alcalose.

Resumo-Chave

O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica grave que cursa com profundas alterações fisiológicas. A atividade convulsiva prolongada leva a um aumento do metabolismo muscular e cerebral, resultando em acidose metabólica (principalmente lática), hiperglicemia, hipertermia e, por vezes, rabdomiólise com hipercalemia, e não hipercalcemia ou alcalose metabólica.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica grave, definida por atividade convulsiva prolongada ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. É considerado a principal emergência neurológica na infância, com uma mortalidade em torno de 3% e um risco significativo de déficits cognitivos ou neurológicos permanentes nos sobreviventes. A rápida identificação e intervenção são cruciais para minimizar o dano cerebral. Existem duas definições principais para o EME. A definição comum e mais antiga estabelece 30 minutos de convulsões contínuas ou duas ou mais convulsões sequenciais sem recuperação total da consciência. No entanto, a Neurocritical Care Society propôs uma definição mais precoce, de 5 ou mais minutos de atividade convulsiva contínua clínica e/ou eletroencefalográfica ou atividade convulsiva recorrente sem recuperação entre as crises, visando iniciar o tratamento antes que o dano neuronal se torne irreversível. As alterações fisiológicas decorrentes da atividade convulsiva prolongada são complexas e potencialmente fatais. Incluem acidose metabólica (principalmente lática, devido ao aumento do metabolismo muscular e cerebral e hipoperfusão), hiperglicemia, hipertermia, rabdomiólise (com risco de insuficiência renal aguda e hipercalemia), hipoxemia e disfunção cardiovascular. É fundamental corrigir essas alterações concomitantemente ao tratamento anticonvulsivante. O estado de mal epiléptico refratário, que persiste por mais de 60 minutos apesar da terapia inicial, requer manejo intensivo e, frequentemente, indução de coma farmacológico.

Perguntas Frequentes

Quais são as definições de estado de mal epiléptico?

Tradicionalmente, é definido como 30 minutos de convulsões contínuas ou duas ou mais convulsões sequenciais sem recuperação total da consciência. Mais recentemente, a Neurocritical Care Society propôs uma definição de 5 ou mais minutos de atividade convulsiva contínua ou recorrente, visando intervenção mais precoce.

Quais são as principais alterações fisiológicas observadas no estado de mal epiléptico?

As alterações incluem acidose metabólica (lática), hiperglicemia, hipertermia, rabdomiólise (com possível hipercalemia e mioglobinúria), hipoxemia, hipertensão arterial (inicialmente) seguida de hipotensão, e edema cerebral.

O que caracteriza o estado de mal epiléptico refratário e qual sua importância?

O estado de mal epiléptico refratário é aquele que persiste por mais de 60 minutos, apesar do tratamento com benzodiazepínicos e um segundo anticonvulsivante. Sua importância reside na maior morbidade e mortalidade associadas, exigindo abordagens terapêuticas mais agressivas, como anestesia geral.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo