FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
As crises epilépticas correspondem a uma manifestação clínica em que a atividade neuronal do córtex cerebral apresenta descarga excessiva e de maneira sincrônica. Algumas crises refletem a presença de anormalidade cerebral subjacente, enquanto outras correspondem a uma atividade cerebral normal a eventos externos, como febre, distúrbios hidroeletrolíticos ou intoxicação exógena. Nesse contexto, cujo conceito refere ao estado de mal epiléptico, é CORRETO afirmar:
Estado de mal epiléptico = crise única ou repetitiva sem retorno da consciência por ≥30 min.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica que exige intervenção rápida para evitar danos cerebrais permanentes. A definição temporal é crucial para o diagnóstico e início do tratamento, visando interromper a atividade convulsiva e proteger o cérebro.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica grave, caracterizada por atividade epiléptica contínua ou crises repetidas sem recuperação da consciência por um período prolongado. Sua incidência é significativa, especialmente em crianças e idosos, e está associada a alta morbimortalidade se não tratado prontamente. O reconhecimento rápido é vital para minimizar as consequências neurológicas. A fisiopatologia envolve a falha dos mecanismos inibitórios cerebrais em interromper a descarga neuronal excessiva. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da duração da crise ou da ausência de recuperação da consciência. Embora a definição clássica seja de 30 minutos, o tratamento deve ser iniciado mais precocemente (após 5-10 minutos de crise) para evitar danos cerebrais. O tratamento inicial do EME envolve medidas de suporte (ABC), administração de benzodiazepínicos (primeira linha) e, se refratário, anticonvulsivantes de segunda linha (fenitoína, levetiracetam, valproato). O prognóstico depende da etiologia, duração do EME e resposta ao tratamento, sendo crucial a identificação e manejo da causa subjacente.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise epiléptica única com duração superior a 30 minutos ou crises repetitivas sem recuperação completa da consciência entre elas por um período de 30 minutos. É uma emergência médica que requer intervenção imediata.
O tempo é crucial, pois crises prolongadas ou repetitivas sem recuperação da consciência aumentam o risco de lesão neuronal irreversível e morbimortalidade. A intervenção precoce visa interromper a atividade epiléptica e minimizar danos.
As causas são variadas, incluindo suspensão abrupta de anticonvulsivantes, lesões cerebrais agudas (AVC, trauma, infecção), distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia) e intoxicações. A investigação etiológica é fundamental para o tratamento adequado.
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