SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Observe as seguintes alternativas que levam a estado de mal epilético (EME): I - Hipoglicemia; li - Hiperpotassemia; Ili - Hiponatremia; IV - Hipóxia; Quais estão corretas?
EME: Hipoglicemia, Hiponatremia e Hipóxia são causas metabólicas e sistêmicas importantes.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica que pode ser desencadeada por diversas causas, incluindo distúrbios metabólicos como hipoglicemia e hiponatremia, além de condições sistêmicas como a hipóxia cerebral. A identificação e correção da causa subjacente são cruciais para o manejo.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica grave, definida por uma crise epiléptica prolongada (geralmente > 5 minutos) ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas. Sua alta morbimortalidade exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A etiologia é variada, abrangendo desde causas estruturais e infecciosas até distúrbios metabólicos e tóxicos, sendo crucial a investigação da causa subjacente. Entre as causas metabólicas e sistêmicas, a hipoglicemia é uma das mais comuns e facilmente reversíveis, podendo levar a crises convulsivas e EME se não corrigida prontamente. A hiponatremia grave, ao causar edema cerebral, também é um precipitante significativo. A hipóxia cerebral, resultante de diversas condições como parada cardiorrespiratória ou insuficiência respiratória grave, é outra causa importante de convulsões e EME, refletindo a disfunção neuronal por falta de oxigênio. O manejo do EME envolve a estabilização do paciente (ABC), interrupção das crises com anticonvulsivantes (benzodiazepínicos como primeira linha, seguidos por drogas de segunda linha como fenitoína ou levetiracetam) e a busca ativa pela causa. A correção de distúrbios metabólicos como hipoglicemia (com glicose intravenosa) e hiponatremia (com solução salina hipertônica, se apropriado) é vital para o controle das crises e melhora do prognóstico. A identificação e tratamento da causa são tão importantes quanto o controle das crises em si.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise epiléptica contínua com duração superior a 5 minutos, ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas.
A conduta inicial envolve estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), administração de benzodiazepínicos (ex: lorazepam, midazolam) e identificação e tratamento de causas reversíveis como hipoglicemia.
Outras causas importantes incluem lesões cerebrais agudas (AVC, trauma, infecção), retirada abrupta de medicamentos antiepilépticos, intoxicações, tumores cerebrais e doenças autoimunes.
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