SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Um paciente com histórico de epilepsia é trazido ao prontoatendimento por crises convulsivas. Sua mãe refere que as crises têm duração de dois a três-minutos. O paciente manifestou três crises seguidas, sem retorno ao seu estado basal. O passo seguinte de manejo clínico desse paciente é o de ofertar o seguinte medicamento:
Crises convulsivas seguidas sem retorno ao basal = Estado de Mal Epiléptico → Diazepam IV como primeira linha.
O cenário de crises convulsivas repetidas sem recuperação da consciência entre elas, ou uma crise prolongada (>5 minutos), caracteriza o estado de mal epiléptico. O tratamento de primeira linha para interromper as crises agudamente é com benzodiazepínicos intravenosos, sendo o diazepam uma opção eficaz e amplamente utilizada.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica grave que requer reconhecimento e tratamento imediatos. É definido por uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou por crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. A falha em interromper as crises rapidamente pode levar a lesão cerebral permanente, disfunção orgânica e até morte. A compreensão do protocolo de manejo é crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam em pronto-atendimento. O tratamento de primeira linha para o estado de mal epiléptico consiste na administração de benzodiazepínicos intravenosos, como o diazepam, lorazepam ou midazolam. Esses medicamentos agem rapidamente potencializando a neurotransmissão GABAérgica inibitória, suprimindo a atividade elétrica cerebral excessiva. O diazepam, em particular, é amplamente disponível e eficaz, sendo administrado por via intravenosa para um início de ação rápido. Após a administração do benzodiazepínico, é fundamental monitorar a resposta do paciente e, se as crises persistirem, progredir para anticonvulsivantes de segunda linha (como fenitoína, levetiracetam) e, em casos refratários, considerar a indução de coma farmacológico. A agilidade na tomada de decisão e na administração dos medicamentos é o fator mais importante para o prognóstico do paciente com estado de mal epiléptico, enfatizando a necessidade de treinamento contínuo para residentes e estudantes.
O estado de mal epiléptico é caracterizado por uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos, ou por duas ou mais crises convulsivas discretas sem recuperação completa da consciência entre elas. É uma emergência neurológica que exige intervenção imediata para evitar danos cerebrais permanentes.
O diazepam, um benzodiazepínico, é a primeira escolha devido à sua rápida ação anticonvulsivante quando administrado por via intravenosa. Ele atua potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório, resultando na supressão da atividade neuronal excessiva que causa as crises.
Se o diazepam (ou outro benzodiazepínico) não controlar as crises, o próximo passo é administrar um anticonvulsivante de segunda linha, como fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou ácido valproico, por via intravenosa. Se as crises persistirem, o paciente pode necessitar de intubação e indução de coma com anestésicos como propofol ou midazolam.
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