IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente de 22 anos com diagnóstico de epilepsia desde os 18 anos. Ficou sem utilizar suas medicações nos últimos dois dias. Trazido ao pronto atendimento por familiares que relatam que paciente apresentou em casa duas crises tônico-clônica generalizadas, com duração de cerca de 3 minutos, sem recobrar a consciência entre elas. No caminho para o pronto atendimento apresentou mais duas crises semelhantes e, nesse momento está apresentando uma crise tônico-clônica generalizada que já duram 6 minutos. Assinale a alternativa que possui a conduta mais adequada:
Estado de mal epiléptico: Benzodiazepínico EV (primeira linha) + Fenitoína/Fosfenitoína EV (segunda linha, concomitante ou subsequente).
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica. A conduta inicial padrão envolve a administração rápida de benzodiazepínicos parenterais para cessar a crise. Se a crise persistir, uma droga anticonvulsivante de ação mais prolongada, como fenitoína ou fosfenitoína, deve ser administrada para prevenir a recorrência, idealmente de forma concomitante ou logo após o benzodiazepínico.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o risco de lesão cerebral permanente e morte. É caracterizado por uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos, ou por crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. O tempo é crucial, e o tratamento deve seguir um protocolo bem estabelecido. A conduta mais adequada e universalmente aceita começa com a administração de benzodiazepínicos parenterais (como lorazepam, diazepam ou midazolam) como primeira linha. Estes medicamentos agem rapidamente para cessar a atividade convulsiva. Se a crise não ceder após a dose inicial de benzodiazepínico, ou para prevenir a recorrência, uma segunda linha de tratamento deve ser iniciada. Esta inclui anticonvulsivantes de ação mais prolongada, como fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou ácido valproico, que devem ser administrados concomitantemente ou logo após o benzodiazepínico. É um erro comum, e potencialmente perigoso, iniciar o tratamento com fenitoína antes dos benzodiazepínicos, pois a fenitoína tem um início de ação mais lento e não é tão eficaz na interrupção imediata da crise. A opção A, que sugere iniciar com fenitoína e só depois usar benzodiazepínico, está em desacordo com as diretrizes atuais de manejo do estado de mal epiléptico, que priorizam a rápida interrupção da crise com benzodiazepínicos. Residentes devem dominar este protocolo para garantir o melhor desfecho para seus pacientes.
O estado de mal epiléptico é definido como uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. É uma emergência médica que requer intervenção imediata para prevenir danos cerebrais.
A primeira linha de tratamento para o estado de mal epiléptico são os benzodiazepínicos parenterais (intravenosos, intramusculares ou intranasais), como lorazepam, midazolam ou diazepam, devido ao seu rápido início de ação para abortar a crise.
A fenitoína (ou fosfenitoína) é um anticonvulsivante de segunda linha, administrado após ou concomitantemente com os benzodiazepínicos, caso a crise persista. Ela serve para manter o controle das crises e prevenir sua recorrência, devido à sua ação mais prolongada.
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