FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 30 anos, epiléptico, é atendido na sala de emergência com quadro de crises tônico-clônicas generalizadas, persistentes e contínuas há 30 minutos, sem recuperação da consciência, caracterizando Estado de Mal Epiléptico. O fator mais frequente que leva os pacientes a esse estado é:
Estado de Mal Epiléptico em epiléptico conhecido → Tratamento irregular (principal causa).
Em pacientes com diagnóstico prévio de epilepsia, a causa mais comum de Estado de Mal Epiléptico é a não adesão ou interrupção do tratamento medicamentoso, ressaltando a importância da educação e acompanhamento contínuo.
O Estado de Mal Epiléptico (EME) é uma emergência neurológica caracterizada por atividade epiléptica contínua ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas, com duração superior a 5 minutos. É uma condição com alta morbidade e mortalidade, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar danos cerebrais. Em pacientes com diagnóstico prévio de epilepsia, o fator mais frequentemente associado ao desenvolvimento de EME é a não adesão ou a interrupção abrupta da medicação antiepiléptica. Outras causas incluem infecções agudas, distúrbios metabólicos, lesões cerebrais agudas (como AVE ou TCE) e intoxicações, mas a irregularidade no tratamento é a mais prevalente em epilépticos conhecidos. O manejo do EME envolve estabilização do paciente, interrupção das crises com benzodiazepínicos e, se necessário, uso de drogas antiepilépticas de segunda linha. A identificação da causa subjacente é crucial para prevenir recorrências e otimizar o tratamento a longo prazo, reforçando a importância da educação do paciente sobre a adesão terapêutica.
O Estado de Mal Epiléptico é definido por crises epilépticas que duram mais de 5 minutos ou por duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas.
A conduta inicial inclui garantir a via aérea, oxigenação, acesso venoso e administração de benzodiazepínicos (ex: Lorazepam, Midazolam) como primeira linha, seguido por drogas antiepilépticas de segunda linha se as crises persistirem.
Além do tratamento irregular, outras causas incluem lesões cerebrais agudas (AVE, TCE, infecções do SNC), distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia), intoxicações e tumores cerebrais.
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