HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Adolescente, sexo masculino, com 12 anos de idade, com diagnóstico de epilepsia, chega ao pronto-socorro inconsciente, com movimentos tônico-clônicos generalizados, cianótico, com desvio do olhar e sialorreia. A mãe informa que o adolescente iniciou a crise há cerca de 20 minutos, sem recuperar a consciência ao longo do trajeto até o hospital. Na sala de emergência, foi administrado diazepam endovenoso por 3 vezes, com intervalo de 5 minutos entre as doses. Apesar da intervenção terapêutica, o paciente mantém o quadro convulsivo. Nesse caso, a próxima conduta médica deve ser administrar
Estado de mal epiléptico refratário a benzodiazepínicos → Fenitoína EV dose de ataque.
No estado de mal epiléptico, após falha de duas a três doses de benzodiazepínicos (como diazepam), a próxima etapa é a administração de um anticonvulsivante de segunda linha em dose de ataque, sendo a fenitoína endovenosa uma das opções mais comuns e eficazes.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica grave, caracterizada por atividade convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas. O atraso no tratamento aumenta o risco de morbidade e mortalidade, incluindo lesão cerebral permanente. O manejo inicial é crucial e segue um protocolo bem estabelecido. A primeira linha de tratamento para o EME são os benzodiazepínicos, como diazepam ou lorazepam, devido ao seu rápido início de ação e eficácia em interromper a crise. Eles atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório. No entanto, se após duas a três doses de benzodiazepínicos a crise persistir, o paciente é considerado em estado de mal epiléptico refratário aos benzodiazepínicos. Nesse cenário, a próxima etapa é a administração de um anticonvulsivante de segunda linha em dose de ataque por via endovenosa. As opções incluem fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou valproato. A fenitoína é uma das escolhas mais tradicionais e eficazes, agindo ao bloquear os canais de sódio voltagem-dependentes e estabilizando as membranas neuronais. É fundamental monitorar o paciente de perto, incluindo sinais vitais e eletrocardiograma, durante a infusão desses medicamentos.
O estado de mal epiléptico é definido por uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou por duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. É uma emergência médica que requer tratamento imediato.
A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos, como diazepam ou lorazepam, administrados por via intravenosa, intramuscular ou retal, devido ao seu rápido início de ação.
Após a falha de duas a três doses de benzodiazepínicos, deve-se iniciar um anticonvulsivante de segunda linha em dose de ataque, como fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou valproato, para controlar a atividade convulsiva.
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