Estado de Mal Epiléptico: Riscos e Lesão Cerebral

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 32 anos, sexo masculino, com histórico de epilepsia focal há 10 anos, está em tratamento com ácido valproico. Ele apresenta uma nova crise convulsiva, em sua residência, que dura aproximadamente 15 minutos e é caracterizada por movimentos tônicos-clônicos generalizados. Durante a crise, ele não responde a estímulos externos e não apresenta recuperação completa após o término da convulsão. Sua acompanhante, que presenciou o evento, relata que ele já havia apresentado crises semelhantes em duas ocasiões nos últimos seis meses, mas não havia buscado acompanhamento médico. Ao chegar à emergência, o paciente está consciente, mas apresenta confusão mental e desorientação. O exame físico revela hipertonias bilaterais e sinais de trauma leve na face. A frequência cardíaca é de 110 bpm, e a pressão arterial é de 130 × 85 mmHg. O exame neurológico não revela deficit focais, mas há dificuldade na fala e leve flacidez em um dos membros superiores. Os exames complementares iniciais mostram: Hemograma completo: hemoglobina de 14 g/dL, leucócitos 10 000/mm³, plaquetas 250 000/mm³. Glicemia: 60 mg/dL. Eletrólitos: sódio 138 mEq/L, potássio 4,5 mEq/L, cloreto 102 mEq/L, bicarbonato 24 mEq/L. · Nível de ácido valproico: 30 µg/mL (dentro do intervalo terapêutico). A tomografia computadorizada de crânio não mostra lesões agudas. Qual é a complicação mais grave que deve ser monitorada nesse paciente durante o tratamento do estado de mal epiléptico?

Alternativas

  1. A) Hipoglicemia.
  2. B) Bradicardia.
  3. C) Edema pulmonar.
  4. D) Lesão cerebral permanente.

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