Estado de Mal Epiléptico: Manejo e Fenitoína IV

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Um paciente com histórico de Acidente Vascular Encefálico isquêmico é admitido no pronto socorro com um quadro de convulsão tônico-clônica generalizada. Mesmo após a administração de benzodiazepínicos, o paciente continua a apresentar crises convulsivas curtas e recorrentes, com duração de aproximadamente 30 segundos cada. Qual deve ser a conduta adequada neste momento?

Alternativas

  1. A) Iniciar fenitoína em dose de 20 mg/kg IV, em infusão lenta de, no máximo, 50mg/minuto.
  2. B) Observar o paciente, já que as crises são curtas e podem cessar espontaneamente.
  3. C) Iniciar midazolam em infusão contínua para controle das crises convulsivas persistentes.
  4. D) Repetir a dose de benzodiazepínico e observar a resposta clínica antes de iniciar outra medicação.
  5. E) Administrar propofol em bolus e iniciar ventilação assistida imediata.

Pérola Clínica

Convulsão persistente pós-benzodiazepínico → Fenitoína 20 mg/kg IV (máx 50mg/min) para estabilização.

Resumo-Chave

Após falha do benzodiazepínico no controle de crises convulsivas persistentes, a fenitoína é a droga de segunda linha mais indicada. É crucial administrar a dose de ataque de 20 mg/kg IV de forma lenta (máximo 50 mg/min) para evitar efeitos adversos cardiovasculares, como hipotensão e arritmias.

Contexto Educacional

A fenitoína é uma das principais drogas de segunda linha para o estado de mal epiléptico, administrada em dose de ataque intravenosa. Sua eficácia reside na estabilização das membranas neuronais. É vital monitorar os níveis séricos e os efeitos adversos, especialmente cardiovasculares. O prognóstico depende da causa subjacente, da duração do estado de mal e da resposta ao tratamento, sendo crucial a intervenção rápida para minimizar danos neurológicos permanentes.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o estado de mal epiléptico refratário?

O estado de mal epiléptico refratário é definido pela persistência das crises convulsivas mesmo após a administração de doses adequadas de duas drogas antiepilépticas, sendo uma delas um benzodiazepínico. Isso indica a necessidade de terapias de segunda linha ou mais agressivas.

Qual a importância da velocidade de infusão da fenitoína no tratamento de convulsões?

A velocidade de infusão da fenitoína é crucial para evitar efeitos adversos cardiovasculares graves, como hipotensão e arritmias cardíacas. A infusão deve ser lenta, não excedendo 50 mg/minuto, para permitir a metabolização e distribuição adequada da droga.

Quais são as opções de tratamento após a falha da fenitoína no estado de mal epiléptico?

Após a falha da fenitoína, outras opções incluem fosfenitoína, levetiracetam, valproato de sódio ou, em casos mais graves e refratários, indução de coma farmacológico com midazolam em infusão contínua, propofol ou tiopental, geralmente em ambiente de UTI com ventilação assistida.

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