IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre o estado de mal epiléptico, jugue os itens seguintes.I. Trata-se de uma crise epiléptica contínua, com duração superior a 20-30 minutos, ou ocorrência de crises em série, entre as quais não há recuperação da consciência. II. As crises febris prolongadas e os estados de mal epiléptico idiopático ou sintomático são subtipos do estado de mal epiléptico em crianças. III. Durante crises prolongadas, as áreas do sistema nervoso central mais afetadas pela ""excitoxicidade"" são: hipocampo, amígdala, cerebelo, córtex médio e tálamo. IV. Os benzodiazepínicos podem ser administrados por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) no estado de mal epiléptico, sem diferenças significativas de efeito terapêutico. Pode-se afirmar que:
Estado de mal epiléptico: crise > 5 min ou crises em série. Benzodiazepínicos IV/IM são 1ª linha, mas IV tem início mais rápido.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica definida por crises prolongadas (>5 minutos) ou crises repetidas sem recuperação da consciência. A excitotoxicidade neuronal durante crises prolongadas causa dano em áreas como hipocampo. Benzodiazepínicos são a primeira linha de tratamento, e embora o midazolam IM seja eficaz, a via IV (lorazepam) oferece um início de ação mais rápido, o que pode ser uma diferença significativa no efeito terapêutico em termos de tempo de interrupção da crise.
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica definida por uma crise epiléptica contínua ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. A definição operacional atual para EME tônico-clônico generalizado é uma crise com duração superior a 5 minutos, enquanto a definição clássica para risco de dano neuronal era de 30 minutos. Sua importância reside no alto risco de morbidade e mortalidade se não for prontamente tratado. A fisiopatologia do EME envolve uma falha nos mecanismos de interrupção da crise, levando a uma atividade neuronal excitatória sustentada. Crises prolongadas resultam em excitotoxicidade, onde a liberação excessiva de neurotransmissores excitatórios (como glutamato) causa influxo maciço de cálcio intracelular, levando à disfunção e morte neuronal. As áreas cerebrais mais vulneráveis a esse dano incluem o hipocampo, amígdala, cerebelo e córtex. O tratamento do EME é uma sequência de etapas que deve ser iniciada o mais rápido possível. A primeira linha são os benzodiazepínicos, como lorazepam intravenoso (IV), midazolam intramuscular (IM) ou intravenoso, e diazepam IV ou retal. Embora o midazolam IM seja uma alternativa eficaz ao lorazepam IV no ambiente pré-hospitalar, a via IV geralmente permite um início de ação mais rápido e uma titulação mais precisa, o que pode ser uma diferença significativa no manejo agudo. Se a crise persistir, anticonvulsivantes de segunda linha (fosfenitoína, levetiracetam, valproato) são administrados. Residentes devem dominar o algoritmo de tratamento do EME para garantir o melhor prognóstico aos pacientes.
A definição operacional atual para estado de mal epiléptico tônico-clônico generalizado é uma crise epiléptica com duração superior a 5 minutos, ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas, exigindo intervenção imediata.
Crises prolongadas levam à excitotoxicidade neuronal, com risco de dano cerebral permanente, especialmente em áreas como o hipocampo, além de complicações sistêmicas como acidose, hipertermia e rabdomiólise, aumentando a morbidade e mortalidade.
Os benzodiazepínicos (lorazepam IV, midazolam IM/IV, diazepam IV/retal) são a primeira linha de tratamento. Se a crise persistir, anticonvulsivantes de segunda linha como fosfenitoína, levetiracetam ou valproato devem ser administrados rapidamente.
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