SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Lactente de 4 meses, chega à emergência apresentando movimentos repetitivos da cabeça e desvio ocular para a esquerda, com breves períodos de perda de contato com o meio. Após 20 min de iniciado o evento, evoluiu com abalos clônicos no hemicorpo esquerdo e, em seguida, abalos tônico-clônicos generalizados. Ainda ao exame físico: mostrava-se afebril, com cianose perioral, pouco irritado, com fontanela normotensa, sem outras anormalidades.Após duas doses de Diazepam endovenoso, não houve melhora da crise. Qual conduta a seguir NÃO seria apropriada nesse momento?
Estado de mal epiléptico refratário a benzodiazepínicos → iniciar segunda linha (Fenitoína/Fenobarbital), não aguardar neurologista.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica que exige tratamento imediato e escalonado. Após falha de duas doses de benzodiazepínicos, deve-se iniciar rapidamente uma medicação de segunda linha (como fenitoína ou fenobarbital), sem atrasos para avaliação especializada, pois o tempo é crucial para evitar danos cerebrais.
O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica pediátrica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o risco de morbidade e mortalidade. Em lactentes, as crises podem ter apresentações variadas, mas a persistência por mais de 5 minutos ou a ocorrência de crises repetidas sem recuperação da consciência define o quadro. A epidemiologia mostra que é mais comum na primeira infância, e a etiologia pode ser diversa, incluindo infecções, distúrbios metabólicos, malformações cerebrais ou epilepsias. A fisiopatologia envolve a falha dos mecanismos de inibição neuronal, resultando em atividade elétrica cerebral descontrolada e sustentada. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da crise. O manejo inicial foca na estabilização do paciente (ABC - via aérea, respiração, circulação) e na interrupção da crise. A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos (Diazepam, Midazolam, Lorazepam), administrados por via endovenosa, retal ou intramuscular. Se a crise não ceder após duas doses de benzodiazepínicos, o estado é considerado refratário, e a conduta deve ser a administração imediata de um anticonvulsivante de segunda linha, como Fenitoína, Fosfenitoína ou Fenobarbital. A espera por avaliação neurológica especializada antes de iniciar a segunda linha é uma conduta inadequada, pois o atraso no controle da crise aumenta significativamente o risco de lesão cerebral permanente e pior prognóstico. O lactente deve ser conduzido em ambiente de terapia intensiva ou semi-intensiva.
É definido como uma crise convulsiva contínua por mais de 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas, exigindo intervenção médica imediata.
A conduta inicial envolve garantir a via aérea, respiração e circulação (ABC), e administrar benzodiazepínicos (Diazepam ou Midazolam) por via endovenosa ou retal.
Após a falha dos benzodiazepínicos, medicamentos de segunda linha incluem Fenitoína, Fosfenitoína ou Fenobarbital, que devem ser administrados prontamente para controlar a crise.
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