HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Paciente idoso de 92 anos, diabético em recuperação de correção de fratura de fêmur, evolui com rebaixamento de consciência, hipoatividade, hipotensão (PA 90/60mmHg), eupnéico, aparentemente confortável no aspecto respiratório. Desidratado +3/+4, pupilas fotoreagentes, com Gasimetria demonstrando pH 7,42, Bicarbonato 16 mEq/L, Lactato normal, Hipernatremia (165 mEq/L) e glicemia 658 mg/dl. Qual sua hipótese diagnóstica mais provável?
Idoso, hiperglicemia >600, hipernatremia, desidratação grave, pH normal, Bicarbonato >15, sem cetose → EHH.
O Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH) é uma emergência diabética grave, mais comum em idosos com DM2, caracterizada por hiperglicemia extrema (>600 mg/dL), hiperosmolaridade e desidratação grave, sem acidose significativa ou cetose. A ausência de acidose lática e cetoacidose diferencia o EHH de outras emergências.
O Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH) é uma complicação grave e potencialmente fatal do diabetes mellitus, mais comum em pacientes idosos com diabetes tipo 2. Caracteriza-se por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade sérica e desidratação grave, sem cetoacidose significativa. A mortalidade do EHH é mais alta que a da cetoacidose diabética, variando de 5% a 20%, e é frequentemente precipitado por infecções ou outras condições agudas que levam à diminuição da ingestão de líquidos. O diagnóstico do EHH baseia-se em achados laboratoriais específicos: glicemia > 600 mg/dL, osmolalidade sérica efetiva > 320 mOsm/kg, pH arterial > 7.30 e bicarbonato sérico > 15 mEq/L, com cetonas mínimas ou ausentes. Clinicamente, os pacientes apresentam desidratação grave, rebaixamento do nível de consciência, hipotensão e taquicardia. A hipernatremia é um achado comum devido à perda de água livre. A ausência de acidose significativa é crucial para diferenciar do EHH da cetoacidose diabética. O tratamento do EHH envolve a reposição volêmica agressiva com fluidos intravenosos para corrigir a desidratação e a hiperosmolaridade, seguida pela administração de insulina para reduzir a glicemia. A correção dos eletrólitos, especialmente o potássio, é fundamental. O manejo deve ser feito em ambiente de terapia intensiva, com monitoramento contínuo dos parâmetros hemodinâmicos, glicêmicos e eletrolíticos, visando prevenir complicações como edema cerebral e trombose.
Os critérios incluem glicemia > 600 mg/dL, osmolalidade sérica > 320 mOsm/kg, pH > 7.30, bicarbonato > 15 mEq/L e cetonas mínimas ou ausentes. A desidratação grave e o rebaixamento do nível de consciência são achados comuns.
A principal diferença reside na ausência de acidose metabólica significativa e cetose no EHH, enquanto a CAD é definida por acidose (pH < 7.3), cetonemia/cetonúria e glicemia geralmente mais baixa (mas ainda elevada, > 250 mg/dL).
Infecções (pneumonia, ITU), descontinuação ou ajuste inadequado de medicamentos para diabetes, doenças agudas (AVC, IAM), uso de diuréticos ou glicocorticoides, e ingestão insuficiente de líquidos são fatores comuns que precipitam o EHH em idosos.
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