Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico: Manejo e Fisiopatologia
HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Enunciado
Mulher, 64 anos, trazida ao PS com quadro de alteração do nível de consciência e confusão mental. É portadora de diabetes tipo 2 e parou de usar as medicações há 20 dias. Não há sinais de infecção. Ao exame físico encontra-se com quadro de desidratação importante, hemodinamicamente estável, sem outros achados. Foram realizados exames: Gasometria arterial: pH: 7,33, paCO2: 31 mEq/L, paO2: 84 mEq/L, HCO3-: 18 mEq/L, BE:-3,3, SatO2: 95%, Glicemia: 935 mg/dl, Na: 136 mEq/L, K+: 5,3 mEq/L, Creatinina: 1,7 mg/dl, Uréia: 57 mg/dl. Cloro, cálcio e magnésio normais. Hemograma, PCR, Urina tipo 1 (EAS), troponina, CKMB, ECG, CT de crânio e líquor normais. Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
A) A diferença fisiopatogênica do estado hiperosmolar hiperglicêmico é porque há uma produção mínima de insulina, mas suficiente para inibir a produção de corpos cetônico
B) Para confirmação diagnóstica de estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico, a glicemia encontra-se maior que 600 mg/dl e a osmolaridade sérica maior que 320 mosm/kg. O ph arterial costuma estar > 7,3, mas pode ocorrer acidose metabólica leve em decorrência do acúmulo de lactato.
C) A provável causa de descompensação foi a omissão terapêutica, pois os exames afastaram as outras causas de rebaixamento do nível de consciência e os fatores precipitastes da crise de hiperglicemia.
D) A insulinoterapia é realizada junto com a hidratação e a reposição de potássio, pois o déficit corporal de potássio é grande.
E) A hiperglicemia pode causar hiponatremia dilucional; assim, a dosagem do sódio sérico é corrigida acrescentando 1,6 mEq/L para cada 100 mg/dL de elevação da glicemia acima de 100 mg/dL.
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