Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Considerando-se os quadros de hiperglicemia, assinale a alternativa correta:
EHH é menos comum que CAD (<1% das internações por DM), mas apresenta maior mortalidade.
O manejo das crises hiperglicêmicas foca na expansão volêmica e correção eletrolítica; a insulina nunca deve ser iniciada se o potássio estiver abaixo de 3.3 mEq/L.
As crises hiperglicêmicas representam emergências endócrinas críticas. A CAD caracteriza-se pela tríade de hiperglicemia, acidose metabólica com anion gap elevado e cetonemia/cetonúria. O EHH define-se por hiperglicemia grave (frequentemente > 600 mg/dL), osmolaridade plasmática elevada (> 320 mOsm/kg) e desidratação profunda, com mínima ou nenhuma acidose. O tratamento baseia-se em três pilares: hidratação venosa agressiva (inicialmente com salina 0,9%), reposição de potássio e insulinoterapia. A monitorização frequente de eletrólitos e do status ácido-básico é fundamental para evitar complicações como edema cerebral (mais comum em crianças) e hipocalemia iatrogênica.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é muito mais frequente, sendo uma causa comum de internação em pacientes com DM tipo 1 e alguns tipo 2. Já o Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH) é responsável por menos de 1% de todas as internações relacionadas ao diabetes, ocorrendo predominantemente em idosos com DM tipo 2, mas carrega uma taxa de mortalidade significativamente superior à da CAD.
A insulina promove o shift intracelular de potássio através da ativação da bomba Na+/K+-ATPase. Se o paciente já apresenta hipocalemia (K < 3.3 mEq/L), o início da insulinoterapia pode precipitar uma queda crítica nos níveis séricos de potássio, levando a arritmias fatais ou paralisia muscular respiratória. O potássio deve ser reposto antes do início da insulina nesses casos.
A CAD é considerada resolvida quando a glicemia está < 200 mg/dL associada a pelo menos dois dos seguintes critérios: bicarbonato sérico ≥ 15 mEq/L, pH venoso > 7.3 ou anion gap calculado ≤ 12 mEq/L. A cetonemia negativa também é um marcador importante, embora o anion gap seja o substituto clínico mais utilizado.
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