UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Mulher, 55 anos, chega ao pronto atendimento trazida pelo SAMU, torporosa, evoluindo com convulsão e coma. Ao exame físico: PA= 90 x 50 mmHG, FC= 120 bpm, FR= 18 irpm, pulsos finos. Realizados exames laboratoriais com os seguintes resultados: glicemia 1020 mg/dL, Na+ 125 mEq/L, K+ 3,5 mEq/L, ureia 150 mg/dL, creatinina 2,9 mg/dL, urina tipo I com glicose 4+ e corpos cetônicos 1+, gasometria com pH 7,40, bicarbornato 20 mEq/L e Osmolaridade 360 mOsm/kg água. Em relação ao quadro clínico-laboratorial, trata-se de
EHH = Hiperglicemia > 600 mg/dL + Osmolaridade > 320 mOsm/kg + pH > 7.30 + Bicarbonato > 18 mEq/L + Cetose mínima.
O Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar (EHH) é caracterizado por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade e desidratação grave, com cetose mínima ou ausente e pH arterial geralmente normal, diferenciando-o da cetoacidose diabética. É mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2.
O Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar (EHH) é uma emergência metabólica grave, mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, frequentemente desencadeada por infecções, desidratação ou uso de certos medicamentos. Caracteriza-se por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade sérica e desidratação grave, sem acidose metabólica significativa ou cetose proeminente. A fisiopatologia envolve uma deficiência relativa de insulina, que é suficiente para prevenir a cetogênese, mas insuficiente para controlar a glicemia. A hiperglicemia leva a uma diurese osmótica intensa, resultando em desidratação grave e hipernatremia aparente, que contribui para a hiperosmolaridade. A alta osmolaridade causa deslocamento de água do intracelular para o extracelular, levando a sintomas neurológicos como torpor, convulsões e coma. O diagnóstico é laboratorial, com glicemia > 600 mg/dL, osmolaridade sérica > 320 mOsm/kg, pH > 7,30 e bicarbonato > 18 mEq/L, com cetonas urinárias e séricas ausentes ou mínimas. O tratamento consiste em reposição volêmica agressiva com soro fisiológico, correção gradual da hiperglicemia com insulina intravenosa e monitorização e correção dos eletrólitos, especialmente potássio. A mortalidade é alta, exigindo manejo rápido e eficaz.
Os critérios incluem glicemia > 600 mg/dL, osmolaridade sérica > 320 mOsm/kg, pH > 7,30, bicarbonato > 18 mEq/L e cetonúria/cetonemia ausente ou mínima.
A principal diferença é a ausência de acidose metabólica significativa (pH > 7,30, bicarbonato > 18 mEq/L) e cetose proeminente no EHH, enquanto na CAD há acidose e cetose marcantes.
As principais complicações são desidratação grave, distúrbios eletrolíticos, coma, convulsões, trombose e choque hipovolêmico, com alta mortalidade se não tratado prontamente.
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