FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
O câncer gástrico estadiado como T4aN1M1 corresponde a:
T4a = Invasão da serosa; N1 = 1-2 linfonodos; M1 = Metástase à distância.
O estadiamento TNM do câncer gástrico define o prognóstico e a conduta; T4a indica que o tumor atravessou a subserosa e atingiu o peritônio visceral.
O estadiamento do câncer gástrico segue as diretrizes da AJCC/UICC (atualmente na 8ª edição). O componente T avalia a profundidade da invasão na parede gástrica: T1 (mucosa/submucosa), T2 (muscular própria), T3 (subserosa), T4a (serosa) e T4b (órgãos vizinhos). O componente N quantifica o número de linfonodos positivos, sendo N1 (1-2), N2 (3-6) e N3 (7+). O componente M indica presença (M1) ou ausência (M0) de metástases à distância, incluindo citologia peritoneal positiva. Compreender essas divisões é crucial para a decisão terapêutica, especialmente na indicação de terapias neoadjuvantes ou paliativas.
No sistema TNM de estadiamento para o adenocarcinoma gástrico, o estágio T4a é definido pela invasão do tumor através da subserosa, atingindo o peritônio visceral (serosa). É fundamental distinguir do T3, que invade a subserosa mas não perfura a serosa, e do T4b, que invade órgãos ou estruturas adjacentes como o pâncreas, baço ou cólon. A presença de invasão serosa aumenta significativamente o risco de disseminação peritoneal.
A classificação N (linfonodos) no câncer gástrico baseia-se no número de linfonodos regionais acometidos. O status N1 refere-se à metástase em 1 a 2 linfonodos regionais. Para um estadiamento patológico adequado (pN), a AJCC recomenda a análise de pelo menos 16 linfonodos na peça cirúrgica. N2 refere-se a 3-6 linfonodos e N3 a 7 ou mais linfonodos positivos.
A presença de metástase à distância (M1) classifica a doença como estágio IV. Nestes casos, o objetivo do tratamento geralmente passa de curativo para paliativo. A conduta foca no controle de sintomas (como obstrução ou sangramento) e quimioterapia paliativa para prolongar a sobrevida. A cirurgia radical (gastrectomia com linfadenectomia D2) raramente é indicada em pacientes M1, exceto em protocolos específicos ou situações de urgência.
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