UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar, sobre o estadiamento do câncer colorretal, que:
Estadiamento CCR → Mínimo de 12 linfonodos avaliados para N0 confiável.
A avaliação de pelo menos 12 linfonodos na peça cirúrgica é um indicador de qualidade oncológica. Um número menor pode subestadiar o paciente, omitindo a necessidade de quimioterapia adjuvante.
O estadiamento do câncer colorretal utiliza o sistema TNM (Tumor, Node, Metastasis) da AJCC. O 'T' avalia a profundidade da invasão na parede intestinal, o 'N' a presença de linfonodos regionais acometidos e o 'M' a presença de metástases à distância. A cirurgia com intenção curativa deve incluir a ressecção do segmento intestinal com margens adequadas e a linfonodectomia regional. A patologia deve analisar rigorosamente a peça para identificar fatores de prognóstico, como invasão angiolinfática, perineural e o status linfonodal. Pacientes Estágio III (qualquer T, N1-2, M0) têm indicação formal de quimioterapia adjuvante para reduzir o risco de recorrência.
O número de 12 linfonodos é o consenso internacional necessário para declarar um tumor como N0 (sem metástase linfonodal) com segurança estatística. Uma amostragem insuficiente aumenta o risco de 'falso negativo', o que pode privar um paciente com Estágio III (N+) de receber quimioterapia adjuvante necessária.
O fígado é o sítio mais comum de metástases à distância para tumores de cólon e reto superior, devido à drenagem venosa através do sistema porta. O pulmão é o segundo sítio mais comum, podendo ser o primeiro em tumores de reto baixo que drenam diretamente para a veia cava inferior.
T1 invade a submucosa; T2 invade a muscular própria; T3 invade através da muscular própria para a subserosa ou tecidos pericólicos não peritonealizados; T4 invade o peritônio visceral ou órgãos adjacentes.
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