UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Mulher de 69 anos vai ao ginecologista com relato de “sensação de peso na vagina” há cerca de cinco anos. A atividade sexual é regular, com frequência quinzenal. É diabética e hipertensa, em uso de glibenclamida e enalapril 5 mg. Informa ter tido cinco gestações a termo, com partos vaginais e 2 abortos. Durante exame ginecológico foi observado prolapso genital. Seguindo a classificação da Sociedade Internacional de Continência (POP-Q), foram anotados os seguintes achados: Legenda: HG: hiato genital; CP: corpo perineal; CVT: comprimento vaginal total; Aa: ponto A da parede anterior; Ba: ponto B da parede anterior; C: ponto C; Ap: ponto A da parede posterior; Bp: ponto B da parede posterior; D: ponto D; Marque a alternativa que contenha o estadiamento CORRETO do prolapso e o tratamento mais adequado, respectivamente:
Estadiamento POP-Q: Estádio III = ponto mais distal do prolapso entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímen.
O estadiamento POP-Q é baseado na posição do ponto mais distal do prolapso em relação ao hímen. O estádio III ocorre quando o ponto mais distal está entre 1 cm abaixo do hímen e o comprimento vaginal total (CVT) menos 2 cm. A colporrafia anterior é uma opção de tratamento para cistocele, que frequentemente acompanha o prolapso uterino.
O prolapso genital feminino é uma condição prevalente, especialmente em mulheres idosas e multíparas, que resulta do enfraquecimento das estruturas de suporte do assoalho pélvico. Os sintomas variam desde uma "sensação de peso na vagina" ou "bola na vagina" até disfunções urinárias, intestinais e sexuais. A idade avançada, multiparidade, partos vaginais traumáticos e condições que aumentam a pressão intra-abdominal crônica são fatores de risco importantes. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é a ferramenta padronizada para o estadiamento objetivo do prolapso. Ela avalia a posição de nove pontos anatômicos em relação ao hímen. O estadiamento é determinado pelo ponto mais distal do prolapso. Estádio III é definido quando o ponto mais distal do prolapso está entre 1 cm abaixo do hímen e o comprimento vaginal total (CVT) menos 2 cm. O conhecimento preciso desses pontos e critérios é fundamental para o diagnóstico e planejamento terapêutico. O tratamento do prolapso genital é individualizado e pode ser conservador (modificações de estilo de vida, exercícios de Kegel, pessários) ou cirúrgico. Para prolapsos de estádio III, a cirurgia é frequentemente considerada. A colporrafia anterior é uma técnica cirúrgica comum para corrigir a cistocele (prolapso da parede vaginal anterior), que é uma das componentes do prolapso genital. Outras opções incluem histerectomia vaginal com suspensão, sacrocolpopexia e, para pacientes sem desejo de atividade sexual, a colpocleise. A escolha da técnica depende da extensão do prolapso, comorbidades da paciente, desejo de preservar a função sexual e experiência do cirurgião.
O estadiamento é baseado na posição do ponto mais distal do prolapso em relação ao hímen: Estádio 0 (sem prolapso), Estádio I (>1 cm acima do hímen), Estádio II (entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímen), Estádio III (entre 1 cm abaixo do hímen e CVT-2 cm), Estádio IV (eversão completa ou prolapso > CVT-2 cm).
A colporrafia anterior é indicada principalmente para correção de cistocele (prolapso da parede vaginal anterior), que frequentemente coexiste com o prolapso uterino. É uma opção para prolapsos de estádios moderados a avançados, especialmente em pacientes que desejam manter a função sexual.
As opções incluem cirurgias obliterativas (colpocleise, para pacientes sem desejo de atividade sexual) e cirurgias reconstrutivas (colporrafias, histerectomia vaginal com suspensão, sacrocolpopexia, para pacientes que desejam manter a função sexual). A escolha depende do tipo e grau do prolapso, idade, comorbidades e expectativas da paciente.
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