Estadiamento de Melanoma com Metástase Linfonodal: Guia Completo

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 61 anos de idade, feodérmico, procurou o consultório de um cirurgião geral com uma lesão plantar direita escura medindo cinco centimetros, que foi diagnosticada como sendo melanoma. Ao exame físico, o cirurgião percebeu um tumor escurecido na região inguinal isolateral, que considerou como sendo metástase linfonodal. Antes de realizar o tratamento, o cirurgião decidiu estadiar o tumor. Com relação ao quadro clínico descrito acima, a propedeutica CORRETA para esse estadiamento é:

Alternativas

  1. A) Tomografia dos membros inferiores e de todo o abdome.
  2. B) Tomografia contrastada de todo o corpo desde a cabeça.
  3. C) Tomografia contrastada dos membros inferiores e tronco.
  4. D) Tomografia de todo o membro inferior direito e região inguinal.

Pérola Clínica

Melanoma com metástase linfonodal → Estadiamento sistêmico completo = TC contrastada corpo total (cabeça ao pelve) ou PET-CT.

Resumo-Chave

Em casos de melanoma com evidência clínica de metástase linfonodal, o estadiamento deve ser sistêmico para identificar metástases à distância; a tomografia computadorizada contrastada de corpo total (da cabeça ao pelve) ou PET-CT são os exames de escolha para essa avaliação.

Contexto Educacional

O melanoma maligno é um câncer de pele agressivo com alto potencial metastático. Quando há suspeita ou confirmação de metástase linfonodal regional, a doença é classificada como estágio III, indicando a necessidade de um estadiamento sistêmico rigoroso para identificar possíveis metástases à distância, que classificariam a doença como estágio IV. A propedêutica correta para o estadiamento sistêmico inclui exames de imagem que avaliem o corpo inteiro. A tomografia computadorizada (TC) contrastada de corpo total, abrangendo da cabeça ao pelve, é um método amplamente utilizado. Alternativamente, a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) é considerada um exame de alta sensibilidade e especificidade para a detecção de metástases em diversos sítios, sendo frequentemente empregada em casos de melanoma avançado. A escolha do método depende da disponibilidade e das diretrizes institucionais, mas o objetivo é sempre uma avaliação completa da extensão da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do estadiamento em melanoma com metástase linfonodal?

O estadiamento é crucial para determinar a extensão da doença, guiar o tratamento adequado e prever o prognóstico do paciente.

Quais exames de imagem são indicados para estadiamento sistêmico de melanoma?

A tomografia computadorizada contrastada de corpo total (cabeça ao pelve) e o PET-CT são os exames de imagem mais indicados para rastrear metástases à distância.

Quando se considera um melanoma como avançado para justificar estadiamento sistêmico?

Melanomas com evidência clínica ou patológica de metástase linfonodal (estágio III) ou metástase à distância (estágio IV) requerem estadiamento sistêmico.

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