UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
O melanoma cutâneo teve um dos seus primeiros relatos descritos por Hunter em 1787. E, em 1806, foi chamado de câncer negro por Laennec, que descobriu as metástases viscerais da doença. Apesar da longa história de avanços na fisiopatologia, no diagnóstico e no tratamento do melanoma e da facilidade de prevenção e de diagnóstico precoce (protetores solares e exame físico da pele, por exemplo), ele ainda permanece entre os 10 cânceres mais comuns do mundo. Sobre o melanoma cutâneo, é CORRETO afirmar.
TNM 7ª ed. melanoma: índice mitótico diferencia categorias precoces; TNM 8ª ed. removeu este critério para T1.
A questão se refere à 7ª edição do sistema TNM para estadiamento do melanoma, onde o índice mitótico era um fator importante para diferenciar categorias precoces (T1a e T1b). É crucial estar atento às edições do TNM, pois a 8ª edição, mais recente, removeu o índice mitótico como critério para T1, focando mais na espessura de Breslow e ulceração.
O melanoma cutâneo é um câncer de pele agressivo, com alta capacidade metastática, que apesar de ser menos comum que outros cânceres de pele, é responsável pela maioria das mortes. Sua incidência tem aumentado globalmente, tornando o diagnóstico precoce e o estadiamento precisos cruciais para o prognóstico. A história natural da doença, desde os primeiros relatos, demonstra a complexidade e a necessidade de constante atualização no manejo. O estadiamento do melanoma é feito principalmente pelo sistema TNM (Tumor, Linfonodo, Metástase), que avalia a espessura do tumor (Breslow), a presença de ulceração, o status dos linfonodos regionais e a presença de metástases à distância. A 7ª edição do TNM, referenciada na questão, utilizava o índice mitótico como um importante fator prognóstico para diferenciar subcategorias de tumores T1, indicando o número de mitoses por milímetro quadrado. Este critério foi removido na 8ª edição do TNM, que é a mais atual, enfatizando a importância de se conhecer a edição do sistema de estadiamento. A conduta terapêutica inicial para o melanoma primário é a excisão local ampliada (ELA), com margens cirúrgicas que variam de acordo com a espessura do tumor. Para melanomas in situ, margens de 0,5 a 1,0 cm são geralmente suficientes. A biópsia de linfonodo sentinela é considerada para melanomas invasivos com espessura de Breslow ≥ 0,8 mm ou com ulceração, mesmo em tumores mais finos, para avaliar o envolvimento linfonodal e guiar o estadiamento e tratamento subsequente.
Na 7ª edição do sistema TNM, o índice mitótico era um fator prognóstico crucial para diferenciar o melanoma T1a (sem ulceração e índice mitótico <1/mm²) do T1b (ulceração presente ou índice mitótico ≥1/mm²), indicando maior risco de metástase e pior prognóstico.
Os tipos histológicos mais comuns de melanoma cutâneo são o melanoma de extensão superficial (o mais frequente), seguido pelo melanoma nodular, lentigo maligno melanoma e melanoma acral lentiginoso. O melanoma nodular, embora agressivo, não é o mais comum em termos de incidência geral.
As margens recomendadas para excisão local ampliada de melanoma in situ são de 0,5 a 1,0 cm. Margens maiores, como 2 cm, são geralmente reservadas para melanomas invasivos de maior espessura.
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