UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
No estadiamento tumoral do melanoma cutâneo, além da profundidade de Breslow, a característica clínico-patológica da lesão primária que mais impacta no prognóstico do paciente é
Melanoma: ulceração da lesão primária = fator prognóstico independente de piora.
A presença de ulceração na lesão primária do melanoma cutâneo é um dos fatores prognósticos mais importantes, independentemente da profundidade de Breslow. Sua identificação no exame histopatológico é crucial para o estadiamento e planejamento terapêutico, indicando um risco aumentado de metástases e pior sobrevida.
O estadiamento do melanoma cutâneo é um processo complexo que integra características da lesão primária, status dos linfonodos regionais e presença de metástases à distância. A profundidade de Breslow, que mede a espessura do tumor em milímetros, é o fator prognóstico mais crítico para o estadiamento T. No entanto, outros fatores clinicopatológicos são igualmente importantes para refinar o prognóstico e guiar a conduta terapêutica. A presença de ulceração na lesão primária é um desses fatores cruciais. A ulceração é definida como a ausência da epiderme sobre uma porção do melanoma e é um indicador de um comportamento biológico mais agressivo do tumor. Sua presença, mesmo em melanomas finos, confere um pior prognóstico, aumentando o risco de recorrência e metástases, e é um critério de estadiamento T independente. Outros fatores como o índice mitótico, embora relevantes, não possuem o mesmo impacto prognóstico que a ulceração. Para residentes, compreender a importância da ulceração é fundamental para a correta interpretação do laudo histopatológico e para a tomada de decisões clínicas. A identificação desses fatores permite um estadiamento preciso, que por sua vez, direciona a extensão da ressecção cirúrgica, a indicação de biópsia de linfonodo sentinela e a necessidade de terapias adjuvantes, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.
Os principais fatores prognósticos do melanoma cutâneo incluem a profundidade de Breslow, a presença de ulceração, o índice mitótico, a presença de metástases em linfonodos regionais e a distância das metástases.
A ulceração indica um crescimento tumoral mais agressivo e está associada a um maior risco de metástases linfonodais e à distância, resultando em pior sobrevida global e livre de doença.
A profundidade de Breslow é a medida da espessura do tumor primário em milímetros, sendo o fator mais importante para o estadiamento T (tumor primário) e um dos principais determinantes do prognóstico e da necessidade de biópsia de linfonodo sentinela.
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