UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 59 anos foi diagnosticada com um adenocarcinoma pulmonar e realizou exames de estadiamento. RNM de crânio: normal. PET CT: Nódulo pulmonar central no lobo superior direito, de 2,8 cm de diâmetro, com SUV de 6,7 e linfonodos mediastinais não captantes. A conduta correta é:
Adenocarcinoma central → Estadiamento invasivo do mediastino (mesmo PET N0).
Tumores centrais ou maiores que 3cm possuem risco elevado de metástases linfonodais ocultas, exigindo avaliação invasiva do mediastino antes da ressecção cirúrgica.
O estadiamento preciso do mediastino é o fator prognóstico mais importante no câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC). A presença de metástases linfonodais mediastinais (N2) geralmente indica a necessidade de tratamento multimodal (quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante) em vez de cirurgia imediata. Em tumores periféricos pequenos (<3cm) e PET negativos, a cirurgia direta é aceitável. Contudo, a localização central do tumor altera a drenagem linfática e aumenta a probabilidade de doença oculta, tornando o estadiamento invasivo obrigatório.
Tumores de localização central têm uma taxa de falso-negativo no PET-CT para linfonodos mediastinais de até 20-25%. A confirmação histológica (mediastinoscopia ou EBUS) é necessária para evitar subestadiamento.
As principais indicações incluem: tumores centrais, tumores > 3cm (estágio cT2 ou maior), linfonodos aumentados na TC (>1cm) ou captantes no PET, e suspeita de acometimento hilar (N1).
Sim, o EBUS (Ultrassom Endobrônquico) é frequentemente a primeira escolha por ser menos invasivo. Se o EBUS for negativo em um cenário de alta suspeita, a mediastinoscopia pode ser realizada como passo seguinte para confirmação.
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