UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Paciente de 40 anos de idade apresenta tumor vegetante no colo do útero, com diâmetro aproximado de 3 cm, fórnices vaginais livres, toque retal com mucosa retal normal e paramétrios sem suspeita de comprometimento neoplásico.Qual o exame subsidiário imprescindível, proposto pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), na definição do estadiamento clínico dessa paciente?
Estadiamento FIGO câncer de colo é clínico. RM pélvica é o exame subsidiário mais preciso para avaliar extensão local e paramétrios.
O estadiamento do câncer de colo do útero pela FIGO é primariamente clínico, baseado em exame físico, colposcopia e biópsia. No entanto, exames subsidiários como a ressonância magnética (RM) pélvica são cruciais para avaliar a extensão local da doença, incluindo invasão paramétrica e de estruturas adjacentes, auxiliando na definição do plano terapêutico, mesmo que não alterem formalmente o estágio clínico em todos os casos.
O câncer de colo do útero é uma neoplasia ginecológica significativa, e seu estadiamento preciso é fundamental para determinar o prognóstico e a estratégia terapêutica. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) estabelece um sistema de estadiamento que é predominantemente clínico, baseado em exame físico, biópsia e, quando necessário, exames complementares para avaliar a extensão da doença. Para a paciente descrita, com tumor de 3 cm e sem sinais claros de extensão para paramétrios ou fórnices, o estadiamento inicial seria provavelmente IB1 ou IIA1. No entanto, para refinar a avaliação da extensão local e descartar invasão paramétrica sutil ou envolvimento de outros órgãos pélvicos, a ressonância magnética (RM) pélvica é considerada o exame subsidiário mais preciso. A RM oferece detalhes anatômicos superiores aos outros métodos de imagem, sendo capaz de identificar pequenas extensões tumorais que podem influenciar a decisão terapêutica, como a indicação de cirurgia radical ou radioterapia. Embora o estadiamento FIGO seja clínico, a incorporação de exames de imagem como a RM pélvica na avaliação pré-tratamento é uma prática recomendada e essencial para o manejo moderno do câncer de colo do útero. Ela permite uma avaliação mais acurada da extensão da doença, otimizando o planejamento terapêutico e contribuindo para melhores desfechos para as pacientes. Residentes devem estar cientes da importância desses exames para uma abordagem completa e eficaz.
O estadiamento FIGO é crucial para determinar a extensão da doença, guiar a escolha do tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) e fornecer informações prognósticas para a paciente.
A RM pélvica oferece excelente resolução de tecidos moles, permitindo uma avaliação precisa da extensão do tumor no colo, invasão do estroma, envolvimento paramétrico, vaginal ou de órgãos adjacentes, sendo fundamental para o planejamento cirúrgico ou radioterápico.
Os critérios clínicos incluem o tamanho do tumor, a profundidade da invasão, o envolvimento dos fórnices vaginais, a extensão para os paramétrios, o comprometimento da parede pélvica, do terço inferior da vagina e a presença de hidronefrose.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo