SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Paciente de 41 anos, GII PII, prole definida, realizou uma conização do colo uterino devido Papanicolau com lesão de alto grau e colposcopia insatisfatória. O patologista forneceu laudo descrevendo carcinoma com invasão do estroma menor 5 mm na profundidade e menor que sete na extensão, com acometimento do espaço linfovascular - invasão linfovascular.Considerando o exame patológico, das alternativas abaixo a correta é?
Carcinoma cervical IA1 com invasão linfovascular → Histerectomia radical modificada + linfadenectomia pélvica.
A presença de invasão do espaço linfovascular em um carcinoma cervical, mesmo com invasão estromal superficial (menor que 5mm de profundidade e 7mm de extensão), eleva o risco de metástase linfonodal, justificando um tratamento mais agressivo como a histerectomia radical modificada com linfadenectomia pélvica.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, e seu estadiamento preciso, conforme a FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), é crucial para definir a conduta terapêutica. O caso descreve um carcinoma com invasão do estroma menor que 5 mm na profundidade e menor que 7 mm na extensão, o que o classifica como Estádio IA1. No entanto, a presença de acometimento do espaço linfovascular (invasão linfovascular) é um fator prognóstico adverso muito importante. A invasão linfovascular indica um risco aumentado de metástase para os linfonodos pélvicos, mesmo em lesões microinvasivas. Por essa razão, a conduta para um Estádio IA1 com invasão linfovascular é mais agressiva do que para um IA1 sem essa característica. Enquanto um IA1 sem invasão linfovascular pode ser tratado com histerectomia simples (extrafascial), a presença de invasão linfovascular exige uma histerectomia radical modificada (tipo II de Piver-Rutledge) com linfadenectomia pélvica. A traquelectomia radical vaginal é uma opção para preservação da fertilidade em casos selecionados de estágios iniciais, mas a histerectomia radical modificada com linfadenectomia pélvica é o tratamento padrão para o cenário descrito, visando a erradicação da doença e a avaliação da extensão linfonodal. A quimiorradioterapia é geralmente reservada para estágios mais avançados ou como adjuvância em casos de alto risco.
A invasão do espaço linfovascular, mesmo em lesões superficiais, indica um maior risco de metástase para os linfonodos pélvicos, exigindo uma abordagem cirúrgica mais radical, como a histerectomia radical modificada com linfadenectomia.
Um carcinoma cervical com invasão estromal menor que 5mm de profundidade e menor que 7mm de extensão é classificado como Estádio IA1, conforme a classificação FIGO.
A traquelectomia radical é uma opção para mulheres jovens com desejo de preservar a fertilidade, em casos selecionados de câncer de colo uterino em estágios iniciais (IA1 com invasão linfovascular ou IA2/IB1 sem invasão linfovascular), desde que a margem seja negativa.
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