Câncer de Endométrio: Estadiamento FIGO 2023 e Manejo

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 63 anos de idade, apresenta-se à consulta ginecológica com histórico de sangramento vaginal anormal e dor pélvica. Após realização de exames, incluindo ultrassonografia transvaginal e biópsia endometrial, o diagnóstico confirmado é de câncer de endométrio. O estadiamento da doença foi determinado através da classificação FIGO 2023 para câncer endometrial. Os seguintes resultados de exames abaixo foram utilizados para a classificação e estadiamento do tumor: · Tipo Histológico: o tumor foi identificado como um adenocarcinoma endometrioide grau 3. · Ultrassonografia Transvaginal: o útero apresenta-se aumentado com espessamento endometrial e possível invasão para o miométrio. · Tomografia Computadorizada (TC): indica a presença de linfonodos pélvicos aumentados. · Ressonância Magnética (RM): revela invasão local para a região cervical. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que indica o estadiamento CORRETO do câncer de endométrio dessa paciente segundo a nova classificação FIGO 2023.

Alternativas

  1. A) Estádio IB: o tumor está restrito ao corpo do útero, com invasão do miométrio e sem comprometimento da cérvix ou dos linfonodos pélvicos.
  2. B) Estádio IIA: o tumor está limitado ao corpo do útero, com invasão da cérvix e sem envolvimento dos linfonodos pélvicos.
  3. C) Estádio IIC: o tumor está confinado ao útero, com invasão da cérvix e comprometimento dos linfonodos pélvicos.
  4. D) Estádio IIIA: o tumor invadiu a serosa do útero e/ou os tecidos adjacentes, com possível envolvimento dos linfonodos pélvicos, mas sem metástases à distância. 

Pérola Clínica

Câncer endométrio FIGO 2023: Invasão cervical + linfonodos pélvicos → Estádio IIIC.

Resumo-Chave

A classificação FIGO 2023 para câncer de endométrio é crucial. A invasão do estroma cervical classifica a doença como Estádio II, enquanto a presença de metástases em linfonodos pélvicos eleva o estadiamento para Estádio IIIC, indicando doença regionalmente avançada.

Contexto Educacional

O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. Sua incidência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. O estadiamento preciso, guiado pela classificação FIGO, é fundamental para determinar o prognóstico e a estratégia terapêutica. A classificação FIGO 2023 para câncer de endométrio é baseada na extensão da doença. O Estádio I refere-se ao tumor restrito ao corpo uterino, com subestágios baseados na invasão miometrial. O Estádio II envolve invasão do estroma cervical. O Estádio III indica disseminação regional, incluindo serosa, anexos, vagina, paramétrio e linfonodos pélvicos/para-aórticos. O Estádio IV representa metástases à distância ou invasão da bexiga/reto. No caso descrito, a invasão cervical (Estádio II) e o comprometimento dos linfonodos pélvicos (Estádio IIIC) indicam um estadiamento de Estádio IIIC, pois o estadiamento é determinado pela característica mais avançada da doença. A alternativa 'IIC' apresentada na questão não corresponde à nomenclatura oficial da FIGO 2023, sendo o correto Estádio IIIC para o cenário de invasão cervical e linfonodos pélvicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o estadiamento do câncer de endométrio pela FIGO 2023?

Os critérios incluem o grau histológico, profundidade da invasão miometrial, envolvimento cervical, acometimento de linfonodos pélvicos e para-aórticos, e metástases à distância.

Qual a importância da invasão cervical no estadiamento do câncer de endométrio?

A invasão do estroma cervical eleva o estadiamento para Estádio II, indicando uma doença mais avançada que pode requerer abordagens terapêuticas distintas, como radioterapia adjuvante.

Como o envolvimento de linfonodos pélvicos afeta o estadiamento do câncer de endométrio?

O envolvimento de linfonodos pélvicos ou para-aórticos classifica a doença como Estádio IIIC, indicando doença regionalmente avançada e pior prognóstico, necessitando de tratamento sistêmico.

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