UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, de trinta e cinco anos de idade, procurou atendimento médico devido a achado de hepatite viral em screening de doação de sangue. Ele apresentava a seguinte sorologia: AgHBs positivo, anti-HBc total positivo, anti-HBs negativo, AgHBe negativo e anti-HBe positivo. Enzimas hepáticas normais e ultrassonografia de abdome sem alterações. Com relação a esse caso clínico, julgue o item que se segue. Atualmente, a biópsia hepática tem sido dispensável para o estadiamento da hepatite B, haja vista os exames de avaliação de fibrose hepática não invasivos, como a elastrografia percutânea ou o elastro RNM.
Estadiamento fibrose hepática na hepatite B: métodos não invasivos (elastografia) substituem biópsia na maioria dos casos.
A biópsia hepática, embora padrão-ouro, é um procedimento invasivo. Atualmente, métodos não invasivos como a elastografia percutânea (FibroScan) e a elastografia por ressonância magnética são amplamente utilizados para avaliar a fibrose hepática na hepatite B crônica, tornando a biópsia dispensável em muitos casos.
A hepatite B crônica é uma infecção viral do fígado que pode levar a fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. O estadiamento da fibrose hepática é crucial para determinar o prognóstico e guiar as decisões terapêuticas. Tradicionalmente, a biópsia hepática era o padrão-ouro para essa avaliação, fornecendo informações sobre o grau de fibrose e atividade inflamatória. No entanto, a biópsia hepática é um procedimento invasivo, associado a riscos como dor, sangramento e, raramente, complicações graves. Além disso, pode apresentar erro de amostragem. Com o avanço da medicina, surgiram métodos não invasivos altamente eficazes para a avaliação da fibrose. A elastografia percutânea (FibroScan) e a elastografia por ressonância magnética são exemplos de técnicas que medem a rigidez do fígado, um indicador direto da fibrose. Esses métodos são seguros, bem tolerados e fornecem resultados rápidos, tornando a biópsia hepática dispensável na maioria dos pacientes com hepatite B crônica para o estadiamento da fibrose, especialmente quando os resultados são consistentes com doença leve ou avançada. A biópsia ainda tem seu papel em casos selecionados, como discordância entre testes não invasivos ou suspeita de outras patologias hepáticas.
Os principais métodos não invasivos incluem a elastografia percutânea (FibroScan), a elastografia por ressonância magnética e painéis séricos como o APRI e o FIB-4.
A biópsia hepática pode ser indicada em casos de resultados inconclusivos de métodos não invasivos, suspeita de outras doenças hepáticas concomitantes ou para avaliar a atividade inflamatória em situações específicas.
AgHBs positivo e anti-HBc total positivo, com anti-HBs negativo, indicam infecção crônica. AgHBe negativo e anti-HBe positivo sugerem uma fase de hepatite B crônica HBeAg negativo, que pode ter replicação viral baixa ou ser uma variante pré-core.
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