UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 68 anos, sexo feminino, comparece a consulta preocupada com o diagnóstico recente de ""enfisema pulmonar"". Refere dispneia progressiva aos esforços, atualmente com sintomas ao apressar o passo, subir escadas ou ladeiras, além de tosse intermitente não produtiva. É tabagista ativa, com carga tabágica de 53 anos/maço. Os exames complementares revelam, por meio de radiografia de tórax, ""hiperinsuflação pulmonar"", espirometria com VEF1/CVF<0,70 e VEF1 pós-broncodilatador = 60%. Sobre o estadiamento da doença, a paciente apresenta:
DPOC: mMRC 0-1 + <2 exacerbações/ano = Grupo A/B. VEF1 50-80% = GOLD 2.
A classificação GOLD da DPOC considera o VEF1 pós-broncodilatador para o grau de obstrução (GOLD 1-4) e a escala mMRC de dispneia e histórico de exacerbações para a avaliação combinada (Grupos A-D). Paciente com mMRC 1 e VEF1 60% (GOLD 2) se encaixa no Grupo A se tiver 0-1 exacerbação/ano.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva, caracterizada por obstrução do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Afeta milhões globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade, especialmente em tabagistas. O estadiamento preciso é fundamental para guiar o tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico da DPOC é confirmado pela espirometria, com uma relação VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador. A gravidade da obstrução é classificada pelo VEF1 pós-broncodilatador em GOLD 1 (>80%), GOLD 2 (50-80%), GOLD 3 (30-50%) e GOLD 4 (<30%). Além disso, a avaliação combinada da DPOC utiliza a escala mMRC para sintomas e o histórico de exacerbações para categorizar os pacientes nos grupos A, B, C ou D, que direcionam a terapia farmacológica. O manejo da DPOC envolve cessação do tabagismo, reabilitação pulmonar e terapia farmacológica com broncodilatadores (beta-2 agonistas e anticolinérgicos) e, em alguns casos, corticosteroides inalatórios. A escolha do tratamento é personalizada com base no grupo GOLD do paciente. É crucial que residentes compreendam a complexidade do estadiamento para oferecer o melhor cuidado e otimizar o prognóstico.
A escala mMRC (Modified Medical Research Council) avalia a intensidade da dispneia, variando de 0 (sem dispneia) a 4 (dispneia incapacitante), sendo um componente chave na avaliação combinada da DPOC para determinar o grupo de risco.
O VEF1 pós-broncodilatador é crucial para determinar o grau de obstrução do fluxo aéreo, classificando a DPOC em GOLD 1 (leve) a GOLD 4 (muito grave), e é um dos pilares para o estadiamento da doença.
Os grupos A, B, C e D são definidos pela combinação da intensidade dos sintomas (mMRC ou CAT) e o risco de exacerbações (número de exacerbações no último ano), orientando a escolha terapêutica.
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