Estadiamento da Doença Renal Crônica: TFG e Albuminúria

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 65 anos, hipertenso há 30 anos, refere poliúria, sem outras queixas. Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial com valor médio de PA = 170 x 100 mmHg, em uso de anlodipina, carvedilol e furosemida. Exame físico sem alterações. Ultra-sonografia: rins de dimensões reduzidas, 7,5 cm na maior dimensão bilateralmente, com perda da diferenciação entre córtex e medula.Considerando o diagnóstico sindrômico renal, quais parâmetros são utilizados para o estadiamento?

Alternativas

  1. A) Creatinina plasmática e urina rotina.
  2. B) Relação ureia/creatinina plasmática e fração de excreção de sódio.
  3. C) Proteinúria de 24hs e clearance de creatinina.
  4. D) Taxa de filtração glomerular e relação albumina/creatinina urinária.

Pérola Clínica

Estadiamento DRC = TFG (categorias G) + Relação Albumina/Creatinina urinária (categorias A).

Resumo-Chave

O estadiamento da Doença Renal Crônica (DRC) é crucial para o manejo e prognóstico, sendo baseado na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) para classificar a função renal e na relação albumina/creatinina urinária para avaliar a albuminúria, um marcador de dano renal e risco cardiovascular.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública crescente, com alta prevalência e morbimortalidade. O estadiamento preciso é fundamental para guiar o manejo, prever o prognóstico e implementar estratégias de prevenção da progressão e de complicações. A definição de DRC envolve a presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de 3 meses. O estadiamento da DRC é baseado em dois parâmetros principais: a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e a albuminúria. A TFG, geralmente estimada por fórmulas como CKD-EPI, classifica a função renal em estágios (G1 a G5). A albuminúria, medida pela relação albumina/creatinina urinária, classifica o dano renal em categorias (A1, A2, A3). A combinação desses dois parâmetros (classificação KDIGO) permite uma estratificação de risco mais completa. O manejo da DRC varia conforme o estadiamento e inclui controle rigoroso da pressão arterial, glicemia, dislipidemia, dieta e uso de medicamentos nefroprotetores, como inibidores da ECA ou BRAs. O objetivo é retardar a progressão da doença, prevenir complicações cardiovasculares e preparar o paciente para terapias renais substitutivas, se necessário. O reconhecimento precoce e o estadiamento adequado são cruciais para intervir antes que o dano renal seja irreversível.

Perguntas Frequentes

Quais são as categorias de estadiamento da DRC pela TFG?

As categorias de estadiamento da DRC pela TFG, conforme KDIGO, são G1 (TFG ≥ 90), G2 (TFG 60-89), G3a (TFG 45-59), G3b (TFG 30-44), G4 (TFG 15-29) e G5 (TFG < 15 ou diálise).

Por que a albuminúria é um parâmetro importante no estadiamento da DRC?

A albuminúria é um marcador independente de dano renal e risco cardiovascular. Sua presença e magnitude indicam a progressão da doença renal e ajudam a estratificar o risco de complicações, mesmo em pacientes com TFG preservada.

Como a hipertensão arterial crônica afeta a progressão da DRC?

A hipertensão arterial crônica é uma das principais causas e fatores de progressão da DRC. A pressão elevada danifica os glomérulos e vasos renais, acelerando a perda da função renal e a albuminúria, formando um ciclo vicioso.

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