HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Mulher, 65 anos, não tabagista, é encaminhada para avaliação de nódulo pulmonar encontrado como achado ocasional em tomografia de tórax sem contraste, durante avaliação diagnóstica de COVID-19. O nódulo é sólido, espiculado, possui 2,8 cm e está localizado em brônquio lobar superior direito, associado à adenomegalia hilar direita. Em relação ao caso, qual é a alternativa correta?
Nódulo pulmonar >2cm, espiculado + adenomegalia hilar → alta suspeita de malignidade, exige estadiamento mediastinal.
Um nódulo pulmonar sólido, espiculado e maior que 2 cm, especialmente em paciente com adenomegalia hilar, tem alta probabilidade de malignidade. Antes de qualquer tratamento definitivo, é crucial realizar o estadiamento completo, incluindo a avaliação dos linfonodos mediastinais para determinar a extensão da doença e guiar a conduta terapêutica.
O nódulo pulmonar solitário (NPS) é um achado comum em exames de imagem, sendo definido como uma lesão intraparenquimatosa menor que 3 cm, cercada por parênquima pulmonar normal. A avaliação de um NPS é crucial devido ao potencial de malignidade, especialmente em pacientes idosos, tabagistas ou com características radiológicas suspeitas, como margens espiculadas e tamanho superior a 8 mm. A prevalência de malignidade em NPS varia, mas é alta em pacientes com fatores de risco. A abordagem diagnóstica envolve a estratificação de risco com base em características clínicas e radiológicas. Nódulos sólidos, espiculados, maiores que 2 cm e associados a adenomegalia hilar ou mediastinal têm alta probabilidade de serem malignos. Nesses casos, a confirmação histológica e o estadiamento são imperativos. O estadiamento do câncer de pulmão, conforme o sistema TNM, é essencial para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. A avaliação dos linfonodos mediastinais (estadiamento N) é um passo crítico. Métodos como a ecobroncoscopia (EBUS) com biópsia transbrônquica por agulha (TBNA) e a mediastinoscopia são utilizados para obter amostras e confirmar o envolvimento linfonodal. A presença de metástases linfonodais pode contraindicar a cirurgia ou indicar a necessidade de terapia neoadjuvante. O PET-CT também desempenha um papel importante na identificação de metástases à distância (estadiamento M) e linfonodos suspeitos.
Nódulos maiores que 8 mm, sólidos, com margens espiculadas, crescimento rápido, e associados a adenomegalia hilar ou mediastinal são altamente sugestivos de malignidade. A idade avançada e história de tabagismo também aumentam a probabilidade.
A avaliação dos linfonodos mediastinais (estadiamento N) é fundamental para determinar a extensão da doença, a ressecabilidade cirúrgica e o prognóstico. A presença de metástases linfonodais altera significativamente o plano de tratamento.
Os principais métodos incluem a ecobroncoscopia (EBUS) com biópsia transbrônquica por agulha (TBNA) para linfonodos peribrônquicos e mediastinais, e a mediastinoscopia para linfonodos mediastinais anteriores e paratraqueais. O PET-CT também auxilia na identificação de linfonodos suspeitos.
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