SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir:
Nódulo central ou >3cm ou padrão micropapilífero → Estadiamento invasivo do mediastino (mesmo PET-CT N0).
O estadiamento invasivo do mediastino é obrigatório em tumores centrais, maiores que 3cm ou com histologia agressiva (como o padrão micropapilífero), pois o PET-CT apresenta taxas significativas de falso-negativos nesses cenários.
O manejo do câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) exige um estadiamento mediastinal preciso para definir a operabilidade. O caso apresenta um adenocarcinoma com padrão micropapilífero, conhecido por sua agressividade e alta taxa de metástases linfonodais ocultas. Além disso, a localização da lesão em íntimo contato com estruturas hilares (veia e brônquio) classifica-a como um tumor central. Segundo as diretrizes da ACCP e NCCN, tumores centrais ou com histologia de alto risco devem ser submetidos ao estadiamento invasivo do mediastino (EBUS ou mediastinoscopia) antes da lobectomia, mesmo que o PET-CT não demonstre captação linfonodal (cN0). A escolha da conduta 'C' (Estadiamento invasivo) prioriza a segurança oncológica, garantindo que o paciente não seja submetido a uma ressecção pulmonar de grande porte se já possuir doença N2 (estágio IIIA), o que mudaria a conduta para quimioterapia neoadjuvante ou quimiorradioterapia definitiva, dependendo da extensão.
O PET-CT possui limitações de sensibilidade para micrometástases linfonodais, especialmente em tumores centrais, maiores que 3 cm (T2) ou com subtipos histológicos agressivos, como o adenocarcinoma micropapilífero ou sólido. Nesses casos, a probabilidade pré-teste de doença N2 oculta é elevada (acima de 10-15%), justificando a confirmação histológica por EBUS-TBNA ou mediastinoscopia antes de proceder à ressecção pulmonar definitiva, visando evitar cirurgias desnecessárias em doenças sistêmicas.
As indicações clássicas incluem: linfonodos mediastinais ou hilares aumentados na TC (>1cm no menor eixo) ou ávidos no PET-CT; tumores centrais (em contato com vasos hilares ou brônquios principais); tumores periféricos maiores que 3 cm (estágio cT2a ou superior); e casos com suspeita de N1 hilar. A presença de histologia agressiva, como o padrão micropapilífero, também reforça a necessidade de investigação invasiva devido ao alto tropismo linfático.
O EBUS (Ultrassom Endobrônquico com Punção por Agulha Fina) é um método minimamente invasivo que permite o acesso aos linfonodos das estações 2R, 2L, 4R, 4L, 7, 10, 11 e 12, sendo frequentemente a primeira escolha. A mediastinoscopia cervical é um procedimento cirúrgico que acessa as estações paratraqueais e subcarinais (2, 4 e 7). Ambos são complementares; se o EBUS for negativo em um cenário de alta suspeita, a mediastinoscopia ou a videotoracoscopia podem ser indicadas para confirmação.
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