AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Com relação ao estadiamento clínico do câncer de mama, assinale a correta.
Estadiamento Câncer de Mama: Exames de imagem (RX tórax, US abdome/pelve) podem ser úteis como linha de base, mesmo em estádios iniciais como IIA, para comparação futura.
Embora o estadiamento sistêmico para câncer de mama em estádio IIA não seja rotineiramente indicado para detecção de metástases, a realização de exames como radiografia de tórax e ultrassom de abdome e pelve pode servir como linha de base para monitoramento futuro.
O estadiamento clínico do câncer de mama é um processo crucial para determinar a extensão da doença, guiar o tratamento e prever o prognóstico. Ele é baseado no sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase), que classifica o tamanho do tumor primário, o envolvimento dos linfonodos regionais e a presença de metástases à distância. A escolha dos exames de imagem para estadiamento depende do estágio clínico e da presença de sintomas. Para pacientes com câncer de mama em estádios iniciais, como IA e IIA, o risco de metástases à distância é baixo. Portanto, as diretrizes atuais geralmente não recomendam exames de estadiamento sistêmico de rotina (como tomografias ou cintilografia óssea) para pacientes assintomáticas. No entanto, a realização de exames como radiografia de tórax e ultrassonografia de abdome e pelve pode ser útil como linha de base para futuras comparações, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais. Em estádios mais avançados (IIB, III e IV) ou na presença de sintomas sugestivos de metástase, exames como cintilografia óssea, tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, e, em casos selecionados, PET-TC, são essenciais para identificar a disseminação da doença. É fundamental que residentes compreendam as indicações específicas de cada exame para otimizar o manejo e evitar exames desnecessários.
Para pacientes assintomáticas em estádios I e IIA, o estadiamento sistêmico (como TC de tórax/abdome ou cintilografia óssea) geralmente não é recomendado, a menos que haja sintomas ou características de alto risco. Exames como RX de tórax e US de abdome/pelve podem ser considerados como linha de base.
A cintilografia óssea é indicada para pacientes com câncer de mama em estádios mais avançados (a partir de IIB ou III), com múltiplos linfonodos envolvidos, tumores localmente avançados, ou na presença de sintomas ósseos sugestivos de metástase.
TC de tórax, abdome e pelve é recomendada para estadiamento de pacientes em estádios avançados (≥ IIB/III) para pesquisa de metástases viscerais. O PET-TC pode ser utilizado em casos selecionados, especialmente para reestadiamento ou em situações de dúvida diagnóstica, mas não é um exame obrigatório para todas.
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