Câncer Gástrico: Diagnóstico, Estadiamento e Diretrizes

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o câncer gástrico considere os principais guidelines como NCCN (National Cancer Cooperative Network) e ESMO (European Society for Medical Oncology), além de dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para as respostas. Referente a fatores epidemiológicos, diagnóstico e tratamento que melhor se adéqua nessa situação é que

Alternativas

  1. A) fatores gerais de risco já bem conhecidos são: tabagismo, etilismo, gastrite atrófica, infecção pelo H. pylori, dieta com alta ingesta de sal, carne processada e a incidência em ambos os sexos é igual.
  2. B) a predisposição genética pode representar até 30% dos casos e pode estar associada a síndromes como Peutz-Jeghers, câncer colorretal por polipose adenomatosa familiar e a mais comum associação com a síndrome de Li Fraumeni.
  3. C) o diagnóstico, avaliação inicial de risco e estadiamento do câncer gástrico devem incluir uma biópsia endoscópica ou cirúrgica com análise por patologista experiente, exames laboratoriais como hemograma, função hepática e renal, tomografias de tórax e abdome superior e/ou pelve.
  4. D) o tratamento cirúrgico, quando possível por ressecação endoscópica, poderá ser realizado em tumores restritos à mucosa mesmo ulcerados de até 2 cm.

Pérola Clínica

Estadiamento Câncer Gástrico = Biópsia + Labs + TC Tórax/Abdome/Pelve.

Resumo-Chave

O estadiamento preciso do câncer gástrico requer avaliação histopatológica por biópsia e exames de imagem contrastados para avaliar a extensão local e metástases à distância.

Contexto Educacional

O câncer gástrico continua sendo uma das principais causas de morte por câncer no mundo, com alta prevalência em países em desenvolvimento. O adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum (95%). O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas iniciais são inespecíficos, levando frequentemente ao diagnóstico em estágios avançados. As diretrizes internacionais enfatizam a importância de uma abordagem multidisciplinar. O estadiamento TNM é crucial para definir a conduta: tumores precoces podem ser tratados via endoscopia, enquanto tumores localmente avançados requerem gastrectomia com linfadenectomia D2, frequentemente associada à quimioterapia perioperatória. A compreensão da epidemiologia e dos critérios de estadiamento é fundamental para a prática oncológica e cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais os principais exames para o estadiamento do câncer gástrico?

De acordo com o NCCN e ESMO, o estadiamento inicial deve incluir endoscopia digestiva alta com biópsia, tomografia computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve com contraste. Em casos selecionados, a ultrassonografia endoscópica (EUS) é útil para avaliar a profundidade da invasão (T) e linfonodos (N), e a laparoscopia diagnóstica pode ser necessária para excluir carcinomatose peritoneal.

Quais são os principais fatores de risco para câncer gástrico?

Os fatores de risco incluem infecção por Helicobacter pylori (o mais importante), tabagismo, dieta rica em sal e alimentos defumados, baixa ingestão de frutas e vegetais, gastrite atrófica, metaplasia intestinal e histórico familiar. A incidência é significativamente maior em homens do que em mulheres.

Quando a ressecção endoscópica é indicada no câncer gástrico?

A ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa) é indicada para tumores precoces (T1a), restritos à mucosa, bem diferenciados, menores que 2 cm e não ulcerados. A presença de ulceração ou tamanho maior geralmente indica a necessidade de tratamento cirúrgico convencional com linfadenectomia.

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