HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Sobre o câncer gástrico considere os principais guidelines como NCCN (National Cancer Cooperative Network) e ESMO (European Society for Medical Oncology), além de dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para as respostas. Referente a fatores epidemiológicos, diagnóstico e tratamento que melhor se adéqua nessa situação é que
Estadiamento Câncer Gástrico = Biópsia + Labs + TC Tórax/Abdome/Pelve.
O estadiamento preciso do câncer gástrico requer avaliação histopatológica por biópsia e exames de imagem contrastados para avaliar a extensão local e metástases à distância.
O câncer gástrico continua sendo uma das principais causas de morte por câncer no mundo, com alta prevalência em países em desenvolvimento. O adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum (95%). O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas iniciais são inespecíficos, levando frequentemente ao diagnóstico em estágios avançados. As diretrizes internacionais enfatizam a importância de uma abordagem multidisciplinar. O estadiamento TNM é crucial para definir a conduta: tumores precoces podem ser tratados via endoscopia, enquanto tumores localmente avançados requerem gastrectomia com linfadenectomia D2, frequentemente associada à quimioterapia perioperatória. A compreensão da epidemiologia e dos critérios de estadiamento é fundamental para a prática oncológica e cirúrgica.
De acordo com o NCCN e ESMO, o estadiamento inicial deve incluir endoscopia digestiva alta com biópsia, tomografia computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve com contraste. Em casos selecionados, a ultrassonografia endoscópica (EUS) é útil para avaliar a profundidade da invasão (T) e linfonodos (N), e a laparoscopia diagnóstica pode ser necessária para excluir carcinomatose peritoneal.
Os fatores de risco incluem infecção por Helicobacter pylori (o mais importante), tabagismo, dieta rica em sal e alimentos defumados, baixa ingestão de frutas e vegetais, gastrite atrófica, metaplasia intestinal e histórico familiar. A incidência é significativamente maior em homens do que em mulheres.
A ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa) é indicada para tumores precoces (T1a), restritos à mucosa, bem diferenciados, menores que 2 cm e não ulcerados. A presença de ulceração ou tamanho maior geralmente indica a necessidade de tratamento cirúrgico convencional com linfadenectomia.
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