Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Mulher de 58 anos deu entrada na emergência com melena e epigastralgia. Após medidas iniciais, solicitou- -se endoscopia digestiva alta, que detectou lesão ulcerada em antro gástrico Borrmann III de 5 cm de diâmetro. Biópsia – adenocarcinoma grau II. Indicou-se cirurgia. Realizada gastrectomia parcial e linfadenectomia D2. O estudo anatomopatológico da peça cirúrgica revelou adenocarcinoma gástrico com infiltração da subserosa, e 6 linfonodos comprometidos.Quais são o estadiamento da paciente e o tratamento oncológico mais indicado?
Adenocarcinoma gástrico T3N2M0 = Estádio IIIA → Quimioterapia adjuvante ou quimiorradioterapia.
O estadiamento do câncer gástrico é crucial para definir a conduta. T3 (infiltração da subserosa) e N2 (3-6 linfonodos positivos) classificam a doença como Estádio IIIA pela AJCC 8ª ed. O tratamento padrão pós-cirúrgico para este estágio é a quimioterapia adjuvante, ou quimiorradioterapia em alguns protocolos, visando reduzir a recorrência.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico e tratamento. O estadiamento preciso é a base para a decisão terapêutica, utilizando a classificação TNM da AJCC, que avalia a extensão do tumor primário (T), o envolvimento dos linfonodos regionais (N) e a presença de metástases à distância (M). A fisiopatologia do adenocarcinoma gástrico envolve uma sequência de eventos que levam à transformação maligna das células da mucosa gástrica. A biópsia é essencial para a confirmação histopatológica. A cirurgia, com gastrectomia e linfadenectomia D2, é o pilar do tratamento para doença localizada ou localmente avançada, visando a ressecção completa do tumor e dos linfonodos regionais. Após a cirurgia, o tratamento adjuvante é fundamental para pacientes com doença em estágios mais avançados, como o IIIA (T3N2M0). A quimioterapia adjuvante ou a quimiorradioterapia são as modalidades mais indicadas, com o objetivo de eliminar células tumorais residuais e reduzir o risco de recidiva, melhorando a sobrevida global. A escolha do regime específico depende de fatores como a localização do tumor, o tipo histológico e a condição clínica do paciente.
O estadiamento do câncer gástrico é feito pela classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) da AJCC, que avalia a profundidade de invasão do tumor primário, o número de linfonodos regionais comprometidos e a presença de metástases à distância.
A linfadenectomia D2 é a ressecção de linfonodos de dois grupos regionais, considerada o padrão ouro para estadiamento preciso e melhora do prognóstico em pacientes com câncer gástrico ressecável, minimizando o risco de recorrência local.
Para o Estádio IIIA (T3N2M0), o tratamento adjuvante mais indicado após a cirurgia é a quimioterapia, ou a quimiorradioterapia em alguns contextos, para eliminar células tumorais residuais e reduzir o risco de recorrência, melhorando a sobrevida global.
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