SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
O estadiamento do câncer de estômago possui um duplo objetivo. O primeiro objetivo, é obter informações sobre o prognóstico para orientar o paciente e os familiares, e o segundo é determinar a extensão da doença para orientar o médico assistente o tratamento mais adequado. Marque a alternativa correta sobre o estadiamento pré-operatório do câncer de estômago:
PET-CT não é modalidade primária para estadiamento de câncer de estômago, pois ~50% dos carcinomas gástricos não são PET captadores.
O estadiamento do câncer de estômago é complexo e envolve diversas modalidades. O PET-CT, embora útil em outros tumores, tem sensibilidade limitada para o câncer gástrico, especialmente para os tipos difusos, devido à baixa avidez por FDG em muitos casos, não sendo considerado um exame de rotina primário.
O câncer de estômago é uma neoplasia maligna com alta incidência e mortalidade global, sendo o estadiamento preciso fundamental para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. O objetivo do estadiamento pré-operatório é avaliar a extensão da doença, incluindo a profundidade de invasão tumoral, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases à distância, permitindo a escolha entre cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou paliativa. As ferramentas de estadiamento incluem a endoscopia digestiva alta com biópsia para diagnóstico histopatológico, a ultrassonografia endoscópica (USE) para estadiamento local (T e N), e a tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome para avaliar metástases à distância. A laparoscopia diagnóstica é essencial para detectar carcinomatose peritoneal, que frequentemente não é visível em exames de imagem. A ressonância nuclear magnética (RNM) pode ser útil para avaliar metástases hepáticas, mas não é o método primário para doença intra-abdominal. O PET-CT (tomografia com emissão de pósitrons) não é considerado uma modalidade primária de estadiamento para o câncer de estômago. Isso se deve ao fato de que apenas cerca de 50% dos carcinomas gástricos são PET captadores, especialmente os tipos difusos, que frequentemente apresentam baixa avidez por FDG (fluorodesoxiglicose). Portanto, sua sensibilidade é limitada, e um resultado negativo não exclui a presença de doença metastática. O conhecimento das limitações de cada método é crucial para um estadiamento adequado e para evitar erros na conduta terapêutica.
As principais modalidades incluem endoscopia digestiva alta com biópsia, ultrassonografia endoscópica (para estadiamento T e N), tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome (para metástases à distância) e, em muitos casos, laparoscopia diagnóstica (para detectar carcinomatose peritoneal).
A USE é crucial para avaliar a profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e o envolvimento dos linfonodos regionais (estadiamento N) com alta acurácia. Ela é fundamental para decidir entre cirurgia primária e terapia neoadjuvante.
A laparoscopia é frequentemente indicada em pacientes com tumores avançados ou com alto risco de metástases peritoneais, pois a TC pode não detectar pequenas implantações. Ela permite a detecção de carcinomatose peritoneal oculta, que mudaria a conduta terapêutica para quimioterapia paliativa em vez de cirurgia curativa.
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