HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
O câncer de esôfago é uma neoplasia maligna relativamente incomum e extremamente letal, acomete mais homens do que mulheres, surge com maior frequência depois dos 50 anos de idade e parece estar associado a níveis socioeconômicos mais baixos. Sobre esse câncer, é CORRETO afirmar:
Estadiamento do câncer de esôfago: USE é crucial para T e N, orientando terapia clínica e cirúrgica.
O ultrassom endoscópico (USE) é a ferramenta mais precisa para avaliar a profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e o envolvimento de linfonodos regionais (estadiamento N) no câncer de esôfago. Essa informação é fundamental para decidir entre abordagens terapêuticas como cirurgia, quimiorradioterapia ou terapia endoscópica.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, mais comum em homens acima dos 50 anos e associado a fatores como tabagismo, etilismo e esôfago de Barrett. A compreensão de seu estadiamento é fundamental para a escolha terapêutica e o prognóstico. O carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma são os tipos histológicos mais frequentes, com epidemiologias e fatores de risco distintos. A fisiopatologia envolve a progressão de lesões pré-malignas ou a mutação de células escamosas. O diagnóstico precoce é desafiador devido à natureza inespecífica dos sintomas iniciais. O ultrassom endoscópico (USE) é a ferramenta diagnóstica mais precisa para o estadiamento local (T e N), permitindo avaliar a profundidade da invasão tumoral e o envolvimento linfonodal, informações cruciais para a decisão entre cirurgia, quimiorradioterapia ou terapia endoscópica. O tratamento varia conforme o estadiamento, podendo incluir cirurgia (esofagectomia), quimiorradioterapia neoadjuvante ou definitiva, e terapia paliativa. O prognóstico é geralmente reservado, mas avanços no estadiamento e nas terapias combinadas têm melhorado as taxas de sobrevida. É vital que residentes e estudantes dominem os princípios do estadiamento para otimizar a conduta e o cuidado ao paciente.
Os principais métodos incluem o ultrassom endoscópico (USE) para estadiamento T e N, tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome para metástases à distância (M), e PET-CT para detecção de metástases ocultas.
O USE oferece alta resolução para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede esofágica (estadiamento T) e a presença de linfonodos regionais acometidos (estadiamento N), sendo crucial para planejar a ressecção cirúrgica ou a quimiorradioterapia neoadjuvante.
Os sintomas iniciais, como disfagia e perda de peso, geralmente surgem apenas quando o tumor já está avançado e obstruindo significativamente o lúmen esofágico, o que contribui para o diagnóstico tardio e a alta letalidade da doença.
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