HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Homem, 67 anos, hipertenso, tabagista, apresentando disfagia progressiva e perda de peso. Endoscopia mostra lesão vegetante em terço médio do esôfago. Para estadiamento da lesão, o melhor exame é:
Estadiamento T e N no câncer de esôfago → Ultrassom Endoscópico (Ecoendoscopia) é o padrão-ouro.
A ecoendoscopia permite avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede esofágica (T) e a presença de linfonodos regionais suspeitos (N).
O câncer de esôfago, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à disfagia progressiva, exige um estadiamento rigoroso para definir entre cirurgia upfront, terapia neoadjuvante ou tratamento paliativo. O ultrassom endoscópico (EUS) destaca-se como a ferramenta mais sensível para determinar a profundidade da invasão tumoral (estádio T) e identificar linfonodos regionais (estádio N), permitindo inclusive a realização de biópsias por agulha fina (FNA). Enquanto a TC de tórax e abdome é fundamental para excluir metástases viscerais, a precisão do EUS para T e N é superior a 80-90%. Em tumores de terço médio, como no caso clínico, a broncoscopia também pode ser necessária para excluir invasão da árvore traqueobrônquica, mas o 'melhor exame' para o estadiamento local da parede permanece sendo a ecoendoscopia.
A ecoendoscopia utiliza transdutores de alta frequência que permitem a visualização detalhada das cinco camadas da parede esofágica (mucosa, submucosa, muscular própria, subserosa e adventícia), o que a tomografia computadorizada não consegue distinguir com precisão, sendo fundamental para diferenciar tumores T1/T2 de T3/T4.
O PET-CT é indicado principalmente para a detecção de metástases à distância (estadiamento M) e para avaliar a resposta metabólica à terapia neoadjuvante. Ele possui alta sensibilidade para focos metastáticos ocultos que a TC convencional pode não detectar, mas não é o exame de escolha para o estadiamento local da parede.
Em casos de estenoses tumorais severas, o aparelho de ecoendoscopia (que possui calibre maior que o endoscópio convencional) pode não conseguir ultrapassar a lesão. Isso impede a avaliação completa da extensão distal do tumor e dos linfonodos localizados abaixo da estenose, limitando o estadiamento completo.
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