FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Paciente de 64 anos, masculino, com histórico de anemia a esclarecer, chega ao Ambulatório de Cirurgia Geral com colonoscopia recente denotando lesão ulcerada, vegetante e friável em cólon direito, ocupando 50% da luz do órgão. Biópsia indicou adenocarcinoma pouco diferenciado. Qual a melhor conduta para o caso, nesse momento?
Adenocarcinoma de cólon confirmado → estadiamento completo com TC tórax, abdome e pelve + CEA para planejar conduta terapêutica.
Após o diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma de cólon, o próximo passo essencial é o estadiamento completo da doença para determinar a extensão da neoplasia e guiar o plano terapêutico, que geralmente inclui exames de imagem e marcadores tumorais.
O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais comuns e representa um desafio significativo na prática médica. O diagnóstico, muitas vezes, ocorre em pacientes com sintomas inespecíficos como anemia (especialmente em tumores do cólon direito), alteração do hábito intestinal ou sangramento. A colonoscopia com biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico. Uma vez confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma, o próximo passo crítico é o estadiamento completo da doença. Isso envolve a avaliação da extensão local do tumor, o comprometimento de linfonodos regionais e a presença de metástases à distância. A tomografia computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para essa finalidade, permitindo identificar disseminação para órgãos como fígado e pulmões. Além da TC, a dosagem do antígeno carcinoembrionário (CEA) é importante no estadiamento inicial e, posteriormente, no seguimento para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrências. O estadiamento preciso é fundamental para guiar a decisão terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante, e/ou radioterapia, dependendo do estágio da doença.
A TC de tórax, abdome e pelve é essencial para avaliar a extensão da doença, identificar metástases à distância (principalmente em fígado e pulmões) e avaliar o comprometimento de linfonodos regionais e órgãos adjacentes, guiando o tratamento.
O CEA é um marcador tumoral utilizado no estadiamento inicial, acompanhamento pós-operatório para detecção de recorrência e avaliação da resposta ao tratamento, embora não seja diagnóstico por si só.
A cirurgia é a primeira conduta para lesões ressecáveis sem evidência de metástases à distância. Em casos de obstrução ou sangramento maciço, a cirurgia de emergência pode ser necessária antes do estadiamento completo.
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