Câncer de Colo Uterino: Estadiamento FIGO e Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

G.L.P., 39 anos, procura serviço médico com queixa de sangramento intermitente, dor pélvica crônica, sinusiorragia, apatia. Ao exame físico geral, paciente encontra-se emagrecida e descorada. Ao exame especular, observa-se tumoração em colo uterino exofídica, característica de neoplasia maligna do colo uterino. A figura a seguir mostra a extensão da lesão e o estágio de acordo com a FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia).Com base nesse quadro, o estadiamento clínico e o tratamento adequado são

Alternativas

  1. A) IIA, cirurgia de Wherteim-Meigs.
  2. B) IIB, radioterapia.
  3. C) IIB, cirurgia de Wherteim-Meigs e radioterapia.
  4. D) IVA, quimiorradioterapia.
  5. E) IVB, quimioterapia.

Pérola Clínica

Câncer colo uterino FIGO IIB = invasão paramétrio sem parede pélvica/terço inferior vagina → Quimiorradioterapia.

Resumo-Chave

O estadiamento do câncer de colo uterino pela FIGO é crucial para definir a conduta. O estágio IIB indica invasão do paramétrio, mas sem atingir a parede pélvica ou o terço inferior da vagina. Nesses casos, a cirurgia radical não é a primeira linha, e o tratamento padrão é a quimiorradioterapia concomitante.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica significativa, com alta morbimortalidade, especialmente em países em desenvolvimento. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa. O diagnóstico precoce através do rastreamento com Papanicolau e a vacinação contra HPV são as estratégias mais eficazes de prevenção. O estadiamento clínico do câncer de colo uterino é realizado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), sendo predominantemente clínico, embora exames de imagem e biópsias sejam utilizados para complementar. O estágio IIB, como descrito na questão, caracteriza-se pela invasão do paramétrio, mas sem extensão para a parede pélvica ou para o terço inferior da vagina. Este estadiamento é crucial para guiar a conduta terapêutica. Para o câncer de colo uterino em estágio IIB, o tratamento de escolha é a quimiorradioterapia concomitante. A radioterapia externa é combinada com quimioterapia à base de cisplatina, seguida por braquiterapia. A cirurgia radical (histerectomia de Wertheim-Meigs) é geralmente reservada para estágios iniciais (IA1 com invasão estromal, IA2, IB1, IB2 e IIA1), enquanto estágios mais avançados com invasão parametrial (IIB) ou além são tratados com quimiorradioterapia devido à maior probabilidade de doença localmente avançada e risco de metástases.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre o estadiamento FIGO IIA e IIB no câncer de colo uterino?

O estágio IIA indica que o tumor se estende além do útero, mas não atinge o paramétrio ou o terço inferior da vagina. O estágio IIB indica invasão do paramétrio, mas sem atingir a parede pélvica ou o terço inferior da vagina.

Qual o tratamento padrão para o câncer de colo uterino estágio IIB?

O tratamento padrão para o câncer de colo uterino estágio IIB é a quimiorradioterapia concomitante, devido à invasão parametrial que torna a cirurgia radical menos eficaz.

Quais são os sintomas comuns do câncer de colo uterino avançado?

Sintomas comuns incluem sangramento vaginal anormal (intermenstrual, pós-coito, pós-menopausa), dor pélvica crônica, corrimento vaginal fétido e, em estágios mais avançados, sintomas urinários ou intestinais.

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