CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
Paciente procura ginecologista com diagnóstico anatomopatológico de câncer de colo uterino. Durante a investigação para estadiamento, observa-se hidronefrose à direita. O provável estadiamento, neste caso, é:
Câncer de colo uterino + hidronefrose = Estadiamento FIGO III B.
A presença de hidronefrose em pacientes com câncer de colo uterino indica que a doença se estendeu para a parede pélvica, comprometendo o ureter e causando obstrução. Conforme a classificação FIGO, isso caracteriza um estágio avançado, especificamente III B, mesmo sem invasão direta da parede pélvica.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, cujo estadiamento é fundamental para o planejamento terapêutico e prognóstico. A classificação mais utilizada é a da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), que se baseia principalmente em achados clínicos e de imagem para determinar a extensão da doença. A presença de hidronefrose em pacientes com câncer de colo uterino é um achado de grande relevância clínica. Ela indica que o tumor atingiu um tamanho ou localização que causa compressão ou invasão do ureter, levando à obstrução do fluxo urinário e dilatação do sistema coletor renal. Este achado, por si só, eleva o estadiamento da doença para FIGO III B, mesmo na ausência de outras evidências de invasão da parede pélvica ou metástases à distância. Compreender os critérios de estadiamento FIGO é essencial para residentes, pois impacta diretamente as decisões de tratamento, que podem incluir radioterapia com ou sem quimioterapia concomitante para estágios localmente avançados. A identificação precoce da hidronefrose permite um manejo mais agressivo e adequado, visando melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida da paciente.
O estadiamento FIGO III B para câncer de colo uterino é definido pela presença de hidronefrose ou rim não funcionante devido à obstrução ureteral causada pelo tumor, ou pela extensão tumoral à parede pélvica.
A hidronefrose indica que o tumor cresceu o suficiente para comprimir ou invadir o ureter, comprometendo a função renal. Isso é um sinal de doença localmente avançada, mesmo que não haja invasão direta da parede pélvica.
O estadiamento FIGO é crucial para determinar a abordagem terapêutica mais adequada, que pode variar de cirurgia a radioterapia e quimioterapia, e para estimar o prognóstico da paciente.
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