UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Larissa, 35 anos, G5P5 vaginais A0, chega ao pronto-socorro com queixa de sangramento fétido há 15 dias associada à dor pélvica de piora progressiva. Relata ter feito o último Papanicolau há cerca de 8 anos devido a "falta de tempo". Ao exame físico visualiza-se massa vegetante e sangrante que surge do colo uterino e se estende até o terço inferior da vagina. Ao toque vaginal e retal não se identifica invasão parametrial e parede pélvica. Assinale a alternativa CORRETA:
Massa em colo uterino com invasão terço inferior vagina, sem invasão parametrial = Câncer de colo uterino estágio IIA.
O estadiamento do câncer de colo uterino é clínico, baseado no exame físico e exames complementares. A presença de massa no colo que se estende ao terço inferior da vagina, sem atingir os paramétrios ou a parede pélvica, classifica o tumor como estágio IIA, conforme a classificação FIGO.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, especialmente em países em desenvolvimento, e sua prevenção e diagnóstico precoce são cruciais. A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco é o principal fator etiológico. A paciente do caso apresenta fatores de risco importantes, como multiparidade e longo intervalo desde o último Papanicolau, além de sintomas avançados. O estadiamento do câncer de colo uterino é feito clinicamente, utilizando a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). A descrição da massa vegetante e sangrante que se estende ao terço inferior da vagina, mas sem invasão parametrial ou da parede pélvica, é diagnóstica para o estágio IIA. O estágio IIA é subdividido em IIA1 (lesão < 4 cm) e IIA2 (lesão > 4 cm), mas a questão não fornece detalhes para essa distinção. O tratamento e o prognóstico variam conforme o estágio. Para estágios iniciais, a cirurgia (histerectomia radical com linfadenectomia pélvica) pode ser a opção principal. Em estágios mais avançados, como o IIB e superiores, a radioterapia com quimioterapia concomitante é o tratamento de escolha. A sobrevida em 5 anos para o estágio IIA é geralmente boa, mas não atinge 90% para todos os casos, sendo mais próxima de 70-80%, dependendo da subcategoria e do tratamento.
Os principais fatores de risco incluem infecção persistente por HPV de alto risco, múltiplos parceiros sexuais, início precoce da atividade sexual, multiparidade, tabagismo e imunossupressão, além da falha no rastreamento regular.
O estadiamento é predominantemente clínico, utilizando exame físico (toque vaginal e retal), colposcopia, biópsia, cistoscopia, retossigmoidoscopia e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética para avaliar a extensão da doença.
O estágio IIA envolve o colo e os dois terços superiores da vagina, sem invasão parametrial. O estágio IIB, por sua vez, caracteriza-se pela invasão parametrial, mas sem atingir a parede pélvica ou o terço inferior da vagina.
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