UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Em casos de adenocarcinoma de transição esôfago-gástrica,
Adenocarcinoma JEC → Ecoendoscopia essencial para estadiamento pré-ressecção endoscópica.
A ecoendoscopia é crucial para o estadiamento locorregional do adenocarcinoma da junção esôfago-gástrica, especialmente para definir a profundidade da invasão tumoral (T) e o envolvimento linfonodal (N), sendo obrigatória antes de uma ressecção endoscópica para garantir que o tumor esteja dentro dos critérios de ressecabilidade endoscópica (T1a/T1b sem linfonodos).
O adenocarcinoma da junção esôfago-gástrica (JEC) representa um desafio diagnóstico e terapêutico crescente, com incidência em ascensão em países ocidentais. Sua importância clínica reside na agressividade e na necessidade de um estadiamento preciso para guiar a terapia. A compreensão da classificação de Siewert e dos métodos de estadiamento é crucial para o manejo adequado desses pacientes. A fisiopatologia envolve frequentemente a metaplasia de Barrett, um fator de risco conhecido. O diagnóstico inicial é feito por endoscopia com biópsia, mas o estadiamento locorregional é fundamental e realizado principalmente pela ecoendoscopia. Este exame permite avaliar a profundidade da invasão tumoral (T) e o envolvimento de linfonodos regionais (N), sendo decisivo para a escolha entre ressecção endoscópica, cirurgia aberta ou laparoscópica, e terapia neoadjuvante. O tratamento varia conforme o estadiamento. Tumores precoces (T1a/T1b sem linfonodos) podem ser tratados com ressecção endoscópica. Tumores mais avançados geralmente requerem terapia neoadjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia) seguida de cirurgia (esofagectomia ou gastrectomia com linfadenectomia). O prognóstico está diretamente relacionado ao estadiamento no momento do diagnóstico e à resposta à terapia.
A ecoendoscopia é fundamental para o estadiamento locorregional, avaliando a profundidade da invasão tumoral (T) e a presença de linfonodos acometidos (N), o que define a estratégia terapêutica, incluindo a possibilidade de ressecção endoscópica.
A ressecção endoscópica é indicada para tumores precoces, geralmente T1a (invasão limitada à mucosa) ou T1b (invasão submucosa superficial), sem evidência de metástases linfonodais ou à distância, após estadiamento preciso por ecoendoscopia.
A classificação de Siewert divide os tumores da junção esôfago-gástrica em três tipos com base na localização anatômica, influenciando a abordagem cirúrgica (esofagectomia vs. gastrectomia total ou subtotal) e a extensão da linfadenectomia.
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